PROFÍCUAS PARCERIAS

Gabaritados colunistas e colaboradores, de domingo a domingo, sempre com novos temas.

ZÉ RENATO - ENTREVISTA EXCLUSIVA

Com 40 anos de carreira, o músico capixaba faz uma retrospectiva biográfica de sua trajetória como instrumentista, compositor e intérpretes em diverso dos projetos nos quais participou.

QUEM FOI INALDO VILARIN?

Autor de canções como “Eu e o meu coração” (gravada por nomes como João Gilberto e Maysa), Inaldo Vilarin é mais um na triste estatística de um país sem memória

HANGOUT MUSICARIA BRASIL

Em novo canal no Youtube, Bruno Negromonte apresenta em informais conversas os mais distintos temas musicais.

sábado, 20 de janeiro de 2018

PETISCOS DA MUSICARIA

Por Joaquim Macedo Junior



SÉRIE GRANDES TRILHAS DE FILMES NACIONAIS – DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL
Deus e o Diabo na Terra do Sol: obra-prima, mesmo que você não goste

“Deus e o Diabo na Terra do Sol”, filme brasileiro, dirigido por Glauber Rocha, é considerado um marco do Cinema Novo, e apontado por muitos como a maior película nacional de todos os tempos, incluido na lista da Abraccine – a Associação Brasileira de Críticos de Cinema.

Músicas “Perseguição” – com falas de Antonio das Mortes (Mauricio do Valle) e Corisco (Othon Bastos) – e “O Sertão Vai Virar Mar”, do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Letras de Glauber e músicas de Sérgio Ricardo


Resumo

O sertanejo Manoel e sua mulher Rosa levam uma vida sofrida no interior do país, uma terra desolada e marcada pela seca.

Manoel, no entanto, tem um plano: usar o lucro obtido na partilha do gado com o coronel para comprar um pedaço de terra.

Quando leva o gado para a cidade, alguns animais morrem no percurso. Chegado o momento da partilha, o coronel diz que não vai dar nada a Manoel, porque o gado que morreu era dele, enquanto o que chegara vivo era seu. Manoel se irrita, mata o coronel e foge para casa. Ele e sua esposa resolvem ir embora, deixando tudo para trás.

Manoel decide juntar-se a um grupo religioso liderado por um santo (Sebastião) que lutava contra os grandes latifundiários e em busca do paraíso após a morte. Os latifundiários decidem contratar Antônio das Mortes para perseguir e matar o grupo.

Música “Abertura”, do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Letras do diretor Glauber Rocha, música de Sérgio Ricardo. A música não foi à versão final do filme


O Impacto de Deus e o Diabo

“Deus e o Diabo na Terra do Sol” foi realizado em meio à convulsão política do país, de 1963 e 1964, e estreou em três cinemas do Rio de Janeiro, há quase 54 anos, em 10 de junho de 1964.

Suas primeiras sessões privadas, realizadas nos meses anteriores, já haviam provocado assombro nos convidados do jovem diretor Glauber Rocha (então com 25 anos).

“É um grande filme, cruel, muitas vezes desconcertante, mas irresistivelmente envolvente”, escreveu Ely Azeredo, da Tribuna da Imprensa (em texto reproduzido no livro “Olhar Crítico”), editado pelo Instituto Moreira Salles, em 2010. O mesmo crítico afirma que, mesmo “sem ser como querem alguns exagerados, deixa muito para trás a quase obra-prima de Nelson Pereira dos Santos, citando “Vidas Secas” e mais “Os Fuzis” (Ruy Guerra, 1964), que comporiam a trilogia sertaneja que constitui a essência e a excelência do Cinema Novo Brasileiro”.

Yoná Magalhães em Deus e o Diabo na Terra do Sol

Exibido em Cannes na mesma edição para a qual foi selecionado “Vidas Secas”, “Deus e o Diabo na Terra do Sol” levou seu diretor a estreitar os laços com a prestigiosa crítica francesa, além de apresentar o Cinema Novo ao circuito dos grandes festivais europeus (“O Cangaceiro”, em 1953, e o “Pagador de Promessas”, de 1962), ofereceram experiências diferentes da produção do país.

Música “Antonio das Mortes”, da trilha sonora do filme “Deus e o Diabo na Terra do Sol”. Letras de Glauber Rocha, música de Sérgio Ricardo



Em que pese a grande repercussão de “Deus e o Diabo..”, foi com o “Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (1969), que Glauber ganhou o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes. Mas foi com “Deus e o Diabo…” que ele efetivamente mudou a história do cinema nacional.

Semana que vem, tem mais…

CAETANO E MORENO VELOSO IRONIZAM RIXA ENTRE FREVO E AXÉ DURANTE SHOW NO RECIFE'

Vai dar certo isso aqui em Pernambuco?', brincou o filho mais velho do baiano, antes de um axé


Caetano Veloso dançou ao som dos filhos. Fotos: Luiza Maia/DP


Caetano e Moreno Veloso, já no bis do show familiar que apresentaram nesta terça-feira no Teatro RioMar, no Recife, ironizaram a rixa entre o frevo e o axé, mantida principalmente por pernambucanos. "Vai dar certo isso aqui em Pernambuco?", brincou o filho mais velho, após pedido do patriarca para entrar no clima carnavalesco com o axé Deusa do amor, de Moreno. Ao questionamento, o pai respondeu com um resgate sobre a relação entre os dois gêneros e recordou a gênese do primo baiano do ritmo centenário. "Vocês sabem a importância do Recife para a gente?", arrematou Moreno.

Os comentários descontraídos nos intervalos das canções são característica marcante da turnê Caetano Moreno Zeca Tom Veloso. O ícone da música popular brasileira estava falante - muito mais que nos shows solo ou nos duetos recentes ao lado de Gilberto Gil, com quem circulou Brasil e mundo para mostrar a comemorativa Dois amigos, um século de música, e Teresa Cristina, parceira musical cujo próximo show, Teresa canta Noel: Batuque é um privilégio, terá direção musical dele.

Os pés descalços, depois de descartadas as Havaianas, de Tom denunciam: é fruto um encontro informal. Como quem lambe as crias, Caetano apresenta cada música e a participação deles na composição ou como inspiração para tal, quando é o caso, e comenta traços caseiros, como a religiosidade dos filhos. "Zeca e Tom são cristãos. Moreno é macumbeiro", dispara, com carinho, sobre o termo geralmente utilizado de forma pejorativa, sobre as crenças deles. Caetano é ateu, mas compôs Ofertório para os 90 anos da mãe, Dona Canô, para atender pedido da irmã Mabel, e entoou a canção.

As reações são íntimas. Moreno (44) responde com expressões marcadas: aperta os olhos, arregala-os para o público ou prende a boca em concordância. Mais velho e experiente, assume o papel de "cerimonialista" vez por outra. Tom (25) ri silenciosamente diante dos comentários do pai, notadamente quando confessa ter sido esta ou aquela música uma exigência dele, mesmo que sejam repetidos a cada cidade da viagem. Caçula, Zeca (20) é o mais contido. Por trás do piano, revela-se mesmo na amplitude vocal.

Todos os membros do quarteto Veloso em palco são compositores, cantores e instrumentistas. As revelações de Caê permitem adentrar a família musical e imaginar o surgimento das parcerias, a primeira delas quando Moreno tinha apenas 9 anos, Um canto de afoxé para o bloco do Ilê. Os quatro permanecem sempre no palco. Dividem-se entre cinco bancos - as mudanças são decorrentes dos instrumentos tocados -, diante de um cenário minimalista sustentado no jogo de luzes.

Como esperado, tanto pelo tempo quanto pela popularidade da carreira, as composições de Caetano são maioria no repertório. Ele ainda inseriu uma inédita, acompanhada por passinhos de Tom: o funk Alexandrino, no qual, ao som do batidão, evoca os ortodoxos versos alexandrinos (de doze sílabas por verso) e ainda poetas como o parnasiano Olavo Bilac ao mesmo tempo em que exalta o baile, o bairro da periferia Vigário Geral e menciona novinhas. 

Reconvexo, Gente, Oração ao tempo e Força estranha foram alguns clássicos escolhidos. O leãozinho foi interpretada por Moreno, por exigência do pai. "Eu tive que aprender", revelou ele. "Mas até que é bonitinha", finalizou, em tom de brincadeira. Todo homem, primeiro single do projeto, lançado no YouTube, do CD e DVD gravado no Theatro Net São Paulo e com lançamento previsto para este ano, foi executado por Zeca - o autor - ao piano, com apoio dos três.

De Moreno, entraram músicas como Um passo à frente, gravada por Gal Costa, uma das mais principais intérpretes das músicas do pai, ou Um só lugar, parceria com Cézar Mendes, a quem é dedicado o show, mas também o samba em inglês How beautiful could a being be, com a qual, ainda adolescente, presenteou o pai. O encerramento - pode-se dizer inesperado - é com Tá escrito, de Xande de Pilares. Mas, como se sabe, em reunião de família, pode tudo.


Fonte: Diário de Pernambuco

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

CARNAVAL DE OLINDA TERÁ ALCEU VALENÇA NA ABERTURA E NAÇÃO ZUMBI NO ENCERRAMENTO

Mais de 230 atrações artísticas, sendo 99% pernambucanas, vão fazer parte da festa, com o tema Olinda, Terra de Gigantes


Na abertura, Alceu Valença fará tributo ao cantor Tito Lívio, morto no ano passado


Com o tema "Olinda, terra de gigantes", o Carnaval da Marim dos Caétes vem com novidades em 2018. A programação foi divulgada na manhã desta quarta-feira (17). Na abertura, que acontecerá na quinta-feira, dia 8 de fevereiro, no Parque do Carmo, um tributo ao cantor Tito Lívio, morto no ano passado, e o tradicional show de Alceu Valença, dão início a festa. Já no encerramento, a partir das 20h, a banda Nação Zumbi se apresenta na Quarta-Feira de Cinzas, dia 14 de fevereiro, no Polo Chico Science, na Vila Olímpica de Rio Doce.

Para a Festa de Momo, a Prefeitura preparou uma programação que se divide em 13 polos de animação, sendo quatro descentralizados em bairros, e envolve mais de 230 atrações artísticas e 400 grupos de animação e orquestras, abrangendo ritmos como Côco, Capoeira, Maracatu e Samba.

A decoração da festa também fará alusão ao tema de gigantes. Figuras do imaginário do carnaval, como Pierrot e Colombinas, se espalharão pela cidade junto com figuras que ajudaram a fazer o carnaval de Olinda e a fundação da cidade.


Gastos

Na coletiva, o prefeito da cidade, Professor Lupércio (SD), destacou que está correndo atrás de parcerias com a iniciativa privada para realizar a festa e não colocar tanto dinheiro dos cofres públicos. Até o momento, já foram garantidos 6 milhões e 800 reais, sendo mais de 4 milhões dos patrocinadores, e outros 2 milhões vindos do Governo do Estado. O prefeito destacou que está próximo de fechar outros três patrocinadores, no valor de 1 milhão e meio de reais.

CANÇÕES DE XICO




DO EXU A LIVERPOOL

Se um dia o som das estrelas acender a luz das canções será possível ver em cada mão dos rapazes de Liverpool uma flor de mandacaru colhida num jardim do asfalto. Quando um raio de lua florescer sobre o canteiro dos versos, ouvir-se-á, no meio do mato, a voz do sertão ecoar, na garganta de um rei, um ob-la-di, ob-la-da numa sala de reboco, lá pras bandas do Exu, bem distante do mar. E, quando o poema do vento for declamado, o cheiro da paz se fará sentir em cada esquina do mundo, em todo tempo, em cada segundo. E uma brisa leve haverá de cantar as mais lindas canções de amor. Em qualquer lugar do mundo, ao som de uma guitarra ou de uma sanfona.

CARNAVAL 2018: TRADICIONAL CORTEJO DE MARACATUS NA ABERTURA É SUBSTITUÍDO POR FREVO

Lenine, Luiza Possi, Geraldo Azevedo são alguns dos convidados


Jota Michiles e Nena Queiroga serão homenageados. 


O tradicional cortejo com as nações de maracatu de baque virado criado e celebrado por Naná Vasconcelos até 2016, quando o percussionista pernambucano faleceu, será excluído da abertura do carnaval do Recife em 2018, no dia 9 de fevereiro, data em que o frevo completa 111 anos.

O anúncio foi feito pela prefeitura da cidade, após reunião realizada nesta quarta-feira (3). Depois de negociações com a gestão municipal, as nações de maracatu foram transferidas para a quinta-feira (8), no encerramento da semana pré-carnavalesca, também no Marco Zero. A data anterior proposta pelo poder público era o Sábado de Zé Pereira. 

O frevo, por sua vez, será o destaque da cerimônia de abertura. A primeira parte será dedicada ao espetáculo O frevo do mundo, sobre a história do gênero centenário. A produção foi organizada pela prefeitura e Secretaria de Cultura da Cidade do Recife em parceria com o grupo Quinteto Violado. A Orquestra do Maestro Duda, Antonio Carlos Nóbrega, Maestro Spok e Banda de Pau e Corda são alguns dos participantes.

Em seguida, os homenageados do próximo carnaval, Nena Queiroga e Jota Michiles, serão anfitriões de uma apresentação biográfica, com convidados como Lenine, Lula Queiroga, Luiza Possi e Geraldo Azevedo. O repertório será focado em músicas de destaque das carreiras deles, ambas voltadas para o frevo.


Fonte: Diario de Pernambuco

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*



"Marchinha do carnaval de 1948, gravada em 23 de outubro de 47 e lançada um mês antes da folia, em janeiro, matriz S-078801." (Samuel Machado Filho)



Canção: Pau de sebo

Composição: Valdemar de Abreu (Dunga) - Luiz Gonzaga

Intérprete - Luiz Gonzaga

Ano - Janeiro de 1948

Disco - RCA Victor 80-0566-B


* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

COMPOSITOR FLÁVIO HENRIQUE MORRE VÍTIMA DE FEBRE AMARELA EM BH

Músico estava internado há uma semana em um hospital particular.

Por Alex Araújo e Flávia Cristini, G1 MG, Belo Horizonte



Compositor Flávio Henrique estava internado com febre amarela e morreu na manhã desta quinta-feira (18)


O compositor Flávio Henrique, 49 anos, morreu em decorrência de complicações por febre amarela às 7h30 desta quinta-feira (18), de acordo com o Hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, e a Secretaria de Estado de Cultura. Ele estava internado desde a quinta-feira (11), quando deu entrada com estado febril.

Flávio Henrique era presidente da Empresa Mineira de Comunicação, órgão do governo responsável pela Rádio Inconfidência e pela Rede Minas.

Também músico e produtor, integrava o Quarteto Cobra Coral, tinha mais de 180 músicas gravadas e foi parceiro de nomes como Paulo César Pinheiro, Chico Amaral, Milton Nascimento e Toninho Horta. Em sua carreira, lançou oito CDs autorais e um DVD, e o último trabalho é o CD "Zelig", de 2012.

Desde o fim de semana, Flávio Henrique estava no Centro de Terapia Intensiva (CTI) com quadro clínico grave. Durante a internação, bastante abalada, a família preferiu não dar entrevista.

No fim do ano, o músico esteve em outra cidade da Região Metropolitana, onde tem casa, mas não há informações sobre o local da contaminação por febre amarela.

Ainda não há informações sobre o velório.

O último balanço da Secretaria de Estado de Saúde, divulgado nesta quarta-feira (17), informa 22 casos confirmados de febre amarela silvestre em Minas Gerais desde dezembro de 2017, sendo que 15 deles levaram os pacidentes à morte. Outros 46 casos continuavam em investigação pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG).


Coxinha da madrasta

Em 2012, Flávio Henrique fez sucesso em Belo Horizonte com a marchinha de carnaval “Na coxinha da madrasta”. A música era uma crítica à contratação de um buffet pela Câmara Municipal de Belo Horizonte que seria da madrasta do vereador Léo Burguês (PSL).

A música foi ganhadora do concurso de marchinhas do Baile da Banda Mole, e virou hit na capital mineira. Polêmica, a canção despertou risos e incômodo.

"Não sei se é ladrão/Pervertido ou pederasta/Tem gente metendo a mão/Na coxinha da madrasta/Milhares de reais por mês/Pro lanchinho do burguês/Milhares de reais por mês/ Pro lanchinho do burguês/O nosso dinheiro ele gasta/Na cozinha da madrasta".

À época, o vereador disse que o departamento de compras da câmara tinha feito a compra e que, assim que tomou conhecimento, mandou suspender o contrato com o buffet.

MARACATUS TERÃO DIVERSOS ENSAIOS NO RECIFE, ANTES DO CARNAVAL

Grupos vão se reunir em suas sedes e no Recife Antigo. Programação de prévias vai até 6 de fevereiro



Maracatu Estrela Brilhante, do Alto José do Pinho





Falta pouco menos de um mês para o Sábado de Zé Pereira, que este ano cai em 10 de fevereiro. Quem não estiver no Recife nesta data não precisa se lamentar. Se ficar na cidade neste mês de janeiro poderá curtir diversos ensaios de maracatus. Estão programados 13 encontros nos bairros onde ficam as sedes das nações, além de quatro na Rua da Moeda, no Bairro do Recife, e o último no Marco Zero, também no Recife Antigo. O primeiro é hoje, no Alto José do Pinho, na Zona Norte, no Maracatu Estrela Brilhante do Recife.

Este ano, os maracatus não vão mais participar da abertura dos festejos de Momo, como ocorria há uma década e meia. Em vez disso, estarão no encerramento da programação das prévias, na quinta-feira que antecede o início oficial da folia. “Faremos mais bonito que nos outros anos. A gente tinha que se apresentar correndo porque havia outros shows e precisávamos liberar o palco. Agora será um dia só para os maracatus”, afirma o presidente da Associação dos Maracatus Nação de Pernambuco 
(Amanpe), Fábio Sotero.

A entidade vai anunciar hoje, antes do ensaio do Estrela Brilhante, como será a apresentação na semana pré. “Decidimos, em consenso com a Secretaria de Cultura do Recife, realizar o encontro batizado de Tumaraca, Encontro das Nações, na quinta-feira da semana pré, decisão construída em comum acordo entre as nações”, assegura a associação, em nota.

“Será uma celebração entre as 13 Nações e todos os recifenses, visitantes e amantes cultura popular, um grande encontro com nosso povo e nossas tradições. Na sexta-feira, o frevo será homenageado. Os ritmos irmãos, frevo e maracatu, embalarão o folião numa festa em que nenhuma manifestação cultural é mais importante que a outra. Porque o Carnaval do Recife é diverso, plural, é alegria e união”, observa Fábio.
ENSAIO

Com 111 anos de fundação, o Estrela Brilhante do Recife planeja reunir hoje uns 50 músicos. “No ensaio são só os integrantes da percussão, as pessoas não estão fantasiadas”, conta a presidente do maracatu, Marivalda Santos. “Nossa sede fica num bairro simples, mas tranquilo. É um lugar de gente pobre, mas que recebe bem os visitantes”, destaca um dos diretores, Jair Bernardino.

No domingo de Carnaval as nações desfilarão na Avenida Dantas Barreto, no bairro de São José, área central do Recife. “Levaremos cerca de 300 pessoas para desfilar. Só de batuqueiros são 110”, conta Jair.


PROGRAME-SE

Haverá 18 ensaios das nações de maracatu, que acontecem nas comunidades e na Rua da Moeda e Marco Zero, no Recife Antigo, até a semana pré-carnavalesca. Os encontros começam sempre a partir das 18h

Dia 16 
Maracatu Encanto da Alegria, na Rua Coremas, 40, Mangabeira

Dia 17 
Maracatu Leão da Campina, na Rua Mário Gil Rodrigues, 26, Chapéu do Papa, Lagoa Encantada (próximo ao Colégio Maria Sampaio de Lucena)

Dia 18
Maracatu Encanto do Pina, na Rua Osvaldo Machado, 504, Pina

Dia 19
Cambinda Estrela, Encanto da Alegria, Leão da Campina e Encanto do Pina, na Rua da Moeda

Dia 20 
Maracatu Raízes de Pai Adão, na Rua Riolândia, 65, Água Fria

Dia 24
Maracatu Porto Rico, na Rua Eurico Vitrúvio, 483 Pina

Dia 25
Maracatu Oxum Mirim, na Rua Fazenda Nova, 86, Afogados (próximo à Faculdade João Roma)

Dia 26
Raízes de Pai Adão, Porto Rico e Oxum Mirim, na Rua da Moeda

Dia 27
Maracatu Aurora Africana, na Av. Dois, 3 C, Vila Rica, Jaboatão dos Guararapes

Dia 31 
Maracatu Nação Tupinambá, na Rua Araripe Junior, 39, no Córrego do Jenipapo

Dia 1 de fevereiro 
Maracatu Almirante do Forte, na Estrada do Bongi, 1319, no Bongi

Dia 2 de fevereiro
Aurora Africana, Nação Tupinambá e Almirante do Forte, na Rua da Moeda

Dia 6 de fevereiro
Ensaio geral no Marco Zero



Fonte: JC Online

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

BAÚ DO MUSICARIA


A exatamente cinco anos, esta é uma das matérias que estava sendo publicada em mês como este:



Link para relembrar a matéria:

ALICE CAYMMI ANUNCIA DISCO COM PABLLO VITTAR E RINCON SAPIÊNCIA



Alice Caymmi anunciou nesta quarta-feira (20) o lançamento de seu terceiro disco de estúdio. Alice será lançado no dia 19 de janeiro nas plataformas digitais e terá participações de Pabllo Vittar e Rincon Sapiência. A produção é assinada pela cantora Barbara Ohana. 

Aproveitanto o anúncio, a cantora divulgou a capa do trabalho, assinada por Daryan Dornelles. A imagem mostra a artista submersa e amarrada sob a técnica Shibari. 

O último disco da cantora, Rainha dos raios, foi lançado em 2014 e contou com as músicas autorais Como vês e Meu recado, além de versões de Caetano Veloso (Homem) e MC Marcinho(Princesa). Antes disso, ela havia debutadado com o disco Alice Caymmi. 

Em 2017, a cantora lançou dois singles, Louca e Inocente. O segundo é fruto de uma parceria entre Alice e Ana Carolina e já possui videoclipe oficial divulgado. 

Essa é a capa oficial de “Alice”, meu terceiro disco que chega pela @umusicbrasil dia 19 de Janeiro, com participações especiais de @pabllovittar e @rinconsapiencia. 


Fonte: Estado de Minas

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*




Musa da música


A relação entre sereia e cancionista aqui quer situar-se nos debates acadêmicos gerados na encruzilhada da "imanência versus transcendência" (NIETZSCHE: 2001; 2011), da "performance vocal" (ZUMTHOR: 2010), da "gestualidade vocal" (TATIT: 1996) e da "vocalização do logos" e "expressão vocal" (CAVARERO: 2011). Para gerar um conceito de sereia como estrutura mítico-estética fortemente ligada à cultura brasileira em sua pluralidade de mitos, línguas, tradições e estéticas, cunhei a expressão neo-sereia. 
A neo-sereia é a reciclagem antropofágica da sereia mítica. A nova sereia evocada aqui surgiu para dar conta do instante-já da canção, diante da inexistência de um termo que compreendesse em si a sinestesia do fato cancional: do breve momento em que o cancionista é mais que um cantor, intérprete, enunciador e se promove a sereia singular do ouvinte. Ou seja, a neo-sereia está no interlugar que vai do ouvido aberto à escuta do ouvinte à boca indiciadora de alguém vivo do cancionista. Dito de outro, o cancionista é neo-sereia quando canta o ouvinte de modo singular e essa singularidade vem da disposição (voluntária) do ouvinte em ouvir o cancionista. A neo-sereia instiga o ouvinte a experimentação da vida.
A reprodutibilidade técnica me permite pensar essa sereia contemporânea: resultado da ação do cancionista e do ouvinte; sereia que guarda o mesmo ímpeto da esfíngica sereia homérica, com o suplemento dos meios técnicos de mediação de hoje. A ideia de uma transsereia, uma sereia trans-histórica contida no núcleo duro do gesto de ser cantor, está na base das performances vocais que aqui analiso.
Sei que o uso do prefixo "neo", em sua banalização contemporânea, provoca incômodos epistemológico e filológico. No entanto, como a proposta de um léxico para as análises de performance vocal é também um dos objetivos deste trabalho, e a "banalização" da escuta cotidiana, "relaxada" é seu corpus, creio que o "neo", como o, literalmente, "novo", abrange e dá conta da tarefa a ser executada. O novo de novo, de cada escuta de "mesma" canção.
Desse modo, nem todo cancionista é neo-sereia, mas toda neo-sereia é um cancionista midiatizado. Procuro demonstrar isso com uma detalhada revisão do mito da sereia e sua permanência nos modos de escuta contemporânea de canção, quando identifico não mais uma relação de transcendência entre ouvinte e cantor, mas de imanência, com este cooperando com aquele na sua expressão imanente, ambos, cúmplices fratriarcalmente. Assim, por ser a certeza da presença de alguém vivo - com boca, garganta, úvula, saliva -, a neo-sereia perde qualquer caráter metafísico e foca na corporalidade, na performance de um corpo que vocaliza sua unicidade.
A fim de evitar o uso abusivo do termo, estabeleço uma semiologia da neo-sereia, apontando com rigor didático as especificidades da categoria. Para isso, através da análise das canções, proponho uma série de processos constitutivos da construção metafórica do termo: os mecanismos de artificialização do cantor sendo neo-sereia, por exemplo. Tais mecanismos alicerçados na mídia utilizada sustentam a base da poética da neo-sereia.
A neo-sereia não é um simulacro (BAUDRILLARD: 1991) da sereia, não é um avesso do real. Ao contrário, é o real do avesso, já que contém em si os sintagmas da sereia mítica e indicia a presença física de alguém. Ou seja, a neo-sereia devora o suposto modelo original sem querer atingir a essência deste que inexiste e está disposta a fingir “deveras” fundindo alquimicamente simulacro e real. Em síntese, "sujeito teatral" (BARTHES. S/Z, 1992), a neo-sereia revela o "logro magnífico", a "trapaça salutar" (BARTHES: Aula, 1992) que finca o ouvinte e o cancionista à vida. E é justamente este fincar que assusta e é terrível e belo na neo-sereia: sua demoníaca capacidade de colocar o ouvinte e o cantor na vida, no mundo.
Diferente da musa, cujo canto é mudo aos ouvidos dos comuns mortais e só acessível pela mediação do poeta ou do rapsodo (CAVARERO: 2011), a sereia decodifica o canto pretensamente divino (transcendente) oferecendo-o a todos os ouvintes indistintamente. Por sua vez, a neo-sereia concentra o canto da musa (testemunha ocular, relatora do relato absoluto) e da sereia (narradora que "resume" o relato da musa).
É um religare à musa, em forma de evocação, o que compõe a canção "Musa da música", de Dante Ozzetti e Luiz Tatit. Do turbilhão das discussões sobre os modos de fazer canção na contemporaneidade, o sujeito da canção embala (guarda e nina) uma figura de musa que virá restituir à canção sua potencialidade - "que é capaz" - de ser-cantante do ouvinte.
Conta, canta, tenta, sente, mostra, zela, troca e grita são os verbos que abrem cada estrofe da letra e indiciam a ação da "musa da música", esta entidade que convida o ouvinte a experimentar a vida. Na voz de Ná Ozzetti (Embalar, 2013) o sujeito, tal como pede a letra, "aposta na canção", na palavra cantada muito próxima à palavra falada. 
Se a canção "protela a extinção" do ouvinte e do cantor, a neo-sereia - Ná Ozzetti cantando e chegando a mim via fones de ouvido do celular - é a musa-sereia que afirma isso: "Musa da música / Mãe das Américas / Filha da África-fé / Filha da África fé / Na poética pós / Na genética pré", no carrefour, na encruzilhada do relato historiográfico com os miasmas da memória mítica, linguística, estética da cultura brasileira.


***

Musa da música
(Dante Ozzetti / Luiz Tatit)

Conta
Que desponta
Que está pronta
Que é capaz

Canta
Não adianta
Mal levanta
Canta mais

Tenta
Experimenta
Movimenta
Não tem paz

Sente
De repente
Que é urgente
Corre atrás

Mostra
Pra quem gosta
Que aposta
Na canção

Zela
Por aquela
Que protela
A extinção

Troca
A que sufoca
E não lhe toca
O coração

Grita
Que é bonita
A que excita
E dá tesão

Musa da música
Mãe das Américas
Filha da África-fé
Musa da música
Mãe das Américas
Filha da África fé
Na poética pós

Na genética pré






* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

HOMEM DA MEIA-NOITE FARÁ PRIMEIRA PRÉVIA INFANTIL

A prévia 'Calunguinha na Folia' homenageará o Palhaço Chocolate, que fará um show na festa

Por Felipe Mendes




Uma das maiores agremiações do Carnaval de Pernambuco ferá, pela primeira vez, uma prévia voltada ao público infantil. A festa "Calunguinha na Folia" será aberta e gratuita, na frente da sede do Homem da Meia-Noite, no Bonsucesso, Olinda.

O evento fará uma homenagem ao Palhaço Chocolate, um dos mais icônicos personagens insfantis do Estado, que estará presente e fará um show. Com o tema 'É brincando que se aprende', a prévia terá contação de histórias e área de recreação para a criançada.

Orquestras e passistas de frevo têm presença garantida no evento, que começa 12h30 e tem como objetivo renovar as gerações de apaixonados pelo Homem da Meia-Noite.


Serviço
Calunguinha na Folia, com Palhaço Chocolate
20 de janeiro | 12h30
Pátio de Bonsucesso (Olinda)
Gratuito

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

PAUTA MUSICAL: ERNESTO NAZARETH

Por Laura Macedo




Ernesto Nazareth (1863-1934) é um dos compositores mais importantes do Brasil. Definido por Villa-Lobos como “a verdadeira encarnação da alma musical brasileira”, influenciou gerações e gerações de músicos, contribuindo decisivamente para a formação de nossa identidade musical. A despeito de seu protagonismo na história da música popular, Nazareth ainda é um universo a ser explorado. Apesar de ter composto algumas das peças brasileiras mais gravadas em todos os tempos – Brejeiro, Odeon e Apanhei-te cavaquinho – boa parte de suas mais de 200 obras permanece pouco conhecida.

Guardião do acervo de Ernesto Nazareth, um dos compositores mais importantes do Brasil, o Instituto Moreira Salles sai na frente das comemorações dos 150 anos do compositor e apresenta, na data de seu aniversário de 149 anos – 20 de março de 2012 – um recital no IMS-RJ, além do lançamento do site. [ainda fora do ar].

O recital reunirá alguns dos melhores instrumentistas do país: Alexandre Dias (piano), Marcilio Lopes (bandolim), Marcelo Bernardes (flautista), Luciana Rabello (cavaquinho), Mauricio Carrilho (violão) e Paulo Aragão (violão), que interpretam uma seleção especial de polcas, valsas e tangos que fizeram de Nazareth um dos pilares da música brasileira. Os ingressos estarão à venda a partir de terça-feira, dia 13, na recepção do IMS-RJ.

O site tem coordenação do pianista e pesquisador Alexandre Dias, especialista na obra de Nazareth, do violonista e arranjador Paulo Aragão, idealizador do portal, e de Bia Paes Leme, coordenadora do acervo de música do IMS.

No site, o público poderá ter acesso às partituras das 211 composições de Nazareth na versão original para piano, além de 60 composições na inédita versão melodia e cifra, todas com a possibilidade de download em PDF – a obra completa, na versão melodia e cifra, estará disponível para consulta e download até o final de maio.

Também poderão ser encontrados textos exclusivos sobre cada obra de Nazareth; acesso à discografia completa – são mais de duas mil gravações feitas até hoje que poderão ser ouvidas mais adiante em streaming; linha do tempo com a vida e obra do compositor elaborada pelo biógrafo de Nazareth, Luiz Antonio de Almeida; e um blog. Até o final do mês de maio, constarão ainda no site manuscritos de Nazareth; arranjos para formações instrumentais variadas; farto acervo de imagens e uma hemeroteca. Todas as atualizações serão notificadas pelo blog.

Algumas raridades constam neste site, entre elas, uma carta documentando um encontro até hoje desconhecido entre Ernesto Nazareth e o escritor Machado de Assis. Também serão publicados trechos de filmes que usaram a música de Nazareth (filmes de Fred Astaire, Walt Disney, Woody Allen, entre outros).


Fonte: Site do Instituto Moreira Salles.

A VIDA LOUCA DA MPB (ISMAEL CANAPPELE)*

Resultado de imagem para A Vida Louca da MPB


APRESENTAÇÃO

Entre muitos comentários e olhares sobre a música popular brasileira, poucos atentam especificamente à loucura de suas histórias. Nesse contexto, a trajetória das adições é convenientemente apagada, ou naturalmente esquecida. Temas focados no desenvolvimento específico dos vícios são raríssimos, por mais que, em vida, porres, escândalos e quedas tenham rendido farto material para a construção de mitos. A ousadia de se debruçar sobre o lado escuro da vida na música brasileira partiu de Nelson Motta. Foi ele quem, preciso como Juliet Taylor, elencou essas dezessete figuras, misturando medalhões e malditos, todos gênios, para traçar um panorama etílico da música popular brasileira moderna. Nunca mortos em vida, mas todos ainda vivos depois de mortos. A zombie walk da MPB. Dezessete figuras que não contemplaram qualquer barreira entre a música e o vício, que mergulharam de cabeça na vida e perpetuaram um testemunho tatuado em cifras que ainda não desapareceram de nossos ouvidos, mesmo depois de mortos. Mergulhei nessas vidas por meio de consultas a biografias, teses acadêmicas, revistas de fofoca, programas de rádio, histórias de ouvido, notas de jornais, vídeos no YouTube, e por aí vai. Investiguei um ponto de repetição. Uma mesma nota na polifonia dessas vozes. Haverá um lugar – ou um devir – onde todas essas vidas loucas se encontram? Além de geniais, são todos etílicos. Todos bebendo o último copo, talvez já sabendo que o último copo será sempre o próximo. Nessas vidas loucas, permanece a fuga arquitetada a partir da bombástica combinação entre bebida e talento. Apesar da quantidade de pó, heroínas pontuais e caixas e mais caixas de comprimidos, o que persevera neles é o fascínio pelo álcool. Todos fizeram questão de escolher o mais traiçoeiro dos cavalos. Impossível dizer quem venceu a batalha, se o homem ou o bicho. Mas quem mais saiu ganhando foi, sem dúvida, a música. E nossos ouvidos. Gênios, fixaram novos paradigmas na cultura brasileira. Todos inventaram um novo jeito de cantar: o seu. Mergulhar nessas vivências é acompanhar o processo de luz, sempre com uma atenção especial às sombras. Escrever este livro foi catalogar, a partir de uma farta produção já realizada, a hora em que a luz se apaga, o microfone é desligado e DO NOT DISTURB é colocado na porta. Mais do que a dor, fica a delícia dessas dezessete vidas, dessas dezessete obras fundamentais para se entender e pensar o Brasil a partir da sua música e dor. Meu agradecimento especial vai ao amigo Antônio Carlos Miguel, que teve a ousadia de me colocar nesse lugar e a generosidade de acompanhar a escrita. Se Vinicius estava mesmo certo quando disse que “a vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”, encontrar Antônio Carlos e, através dele, Maria João Costa e Martha Ribas, foi a confirmação da frase do poeta. Aos leitores, que leiam sem moderação.



* A presente obra é disponibilizada por nossa equipe, com o objetivo de oferecer conteúdo para uso parcial em pesquisas e estudos acadêmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. É expressamente proibida e totalmente repudiável a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente conteúdo.

domingo, 14 de janeiro de 2018

VAMOS FALAR DE DISCOS?

CARNAVAL 2018: ATRAÇÕES DA FESTA SÃO DIVULGADAS

Elba Ramalho, Gaby Amarantos e Skank são alguns dos nomes que se apresentarão no Marco Zero


De acordo com a prefeitura, 99% dos artistas convidados são pernambucanos. 


Os cantores Alceu Valença, Elba Ramalho, Gaby Amarantus e as bandas Os Paralamas do Sucesso e Skank são algumas das atrações confirmadas no carnaval do Recife. Eles se apresentarão no Marco Zero, principal palco da folia de Momo na capital pernambucana, ao longo da programação da cidade. Na sexta-feira (9 de fevereiro), o show de abertura da festa será comandado por Nena Queiroga, a homenageada desta edição ao lado de J. Michiles, com participações de Lenine, Luiza Possi, Lula Queiroga e Geraldo Azevedo. 

Os detalhes do edição 2018 do carnaval do Recife estão sendo anunciados em coletiva de imprensa realizada pela prefeitura na manhã desta terça-feira (9). Serão 2 mil apresentações distribuídas em 43 polos. De acordo com a gestão municipal, 99% dos artistas convidados são pernambucanos. Também há atrações nacionais confirmadas em polos descentralizados, como Nando Reis, na Lagoa do Araçá, e Jota Quest, em Campo Grande. Gaby Amarantos, que se apresenta no Marco Zero, também sobe ao palco do Ibura. 

Neste ano, o destaque da abertura é o frevo, que ganhará um espetáculo dividido em três atos, sendo o primeiro chamado de O frevo para o mundo, conduzido pelo Quinteto Violado e pela Orquestra do Maestro Duda com participações de Antônio Nóbrega, Spok e Banda de Pau e Corda. Já o encerramento do carnaval, na terça-feira (13 de fevereiro), será comandado por Maestro Forró, Almir Rouche, Elba Ramalho e Alceu Valença com participação da Orquestrão de Frevo.

Além do Marco Zero, o Recife terá como polos centralizados a Praça do Arsenal, o Pátio do Terço, a Praça da Independência, a Rua da Moeda, o Pátio de São Pedro, o Cais da Alfândega, o Mercado da Boa Vista e a Aurora dos Carnavais. 

Além do Marco Zero, o Recife terá como polos centralizados a Praça do Arsenal, o Pátio do Terço, a Praça da Independência, a Rua da Moeda, o Pátio de São Pedro, o Cais da Alfândega, o Mercado da Boa Vista e a Aurora dos Carnavais. Haverá palcos nos bairros de Brasília Teimosa, Cordeiro, Imbiribeira (Lagoa do Araçá), Campo Grande e Várzea, cujos detalhes ainda serão anunciados. 

O arquiteto Carlos Augusto Lira, responsável pela decoração das ruas do Recife, divulgou um vídeo com o projeto cenográfico para a cidade. De acordo com ele, a inspiração para as artes veio dos cartunistas - no ano passado, o grafite foi homenageado. Ao todo, nove artistas colaboraram na identidade visual, incluindo Samuca, do Diario. 


Assista:



Confira a programação:


Marco Zero

Sexta-feira (9)
Frevo Mundo
Nena Queiroga
J. Michiles
Spok Frevo Orquestra
André Rio

Sábado (10)
Marrom Brasileiro
Fafá de Belém
Lenine
Paralamas
Gaby Amarantos

Domingo (11)
Gerlane Lops
Jorge Ribas, Nego Thor, Beto Vis, Gracinha do Samba e Adriana B
Fundo de Quintal 
Casuarina 
Monobloco

Segunda-feira (12)
Silvério Pessoa convida Tibério Azul, Romero Ferro, Almério, Flaira Ferro e Ylana 
Devotos
Skank 
Nando Reis

Terça-feira (13)
Maestro Forró
Almir Rouche
Elba Ramalho
Alceu Valença
Orquestrão
Encerramento



Veja algumas atrações dos polos descentralizados:


Cordeiro

Domingo (11)
Fará de Belém (20h)


Lagoa do Araçá 

Domingo (11)
Nando Reis (22h20)

Segunda-feira (12)
Antônio Nóbrega (20h)

Brasília Teimosa 

Domingo (11)
Luiza Possi (20h)

Campo Grande
Segunda-feira (12)
Jota Quest (20h)

Ibura 
Segunda-feira (12)
Gaby Amarantos (20h) 




Fonte: Diario de Pernambuco

sábado, 13 de janeiro de 2018

PETISCOS DA MUSICARIA

Por Joaquim Macedo Junior


SÉRIE GRANDES TRILHAS DE FILMES NACIONAIS – QUANDO O CARNAVAL CHEGAR

Quando o Carnaval Chegar

“Quando o Carnaval Chegar” é um filme brasileiro, de 1972, musical, dirigido por Cacá Diegues e com roteiro de Cacá, Hugo Carvana e Chico Buarque.

Lourival é o empresário de um grupo mambembe de cantores (Paulo, Mimi e Rosa), que viaja pelo país num antigo ônibus “Sheila”, dirigido por Cuíca.

Com a proximidade do Carnaval, Lourival consegue um contrato com um empresário para o grupo e também para Cuíca, para apresentações no evento “A Festa do Rei” (que depois se revela como Frank Sinatra numa suposta viagem ao Rio).

“Frevo”, de Tom e Vinícius, com Chico Buarque, Quando o Carnaval Chegar


Uma série de desavenças e discussões internações, porém, provocadas pelos romances inesperados de Paulo (com Virgínia) e Cuíca (com uma atriz francesa) põe em risco o cumprimento do contrato para o desespero de Lourival, que avisa que o contratante é o chefão do crime organizado (provavelmente bicheiro) “Anjo”, que os ameaçará de diversas formas.

Quando o Carnaval Chegar, com Nara Leão


A trilha sonora do filme é composta, em sua maior parte por Chico Buarque. Conta também com a participação de Maria Betânia, Nara Leão, entre outros.


“Baioque”, de Chico Buarque, com Chico e Betânia, 1972


Semana que vem, tem mais

JÁ É HORA DE SE PROGRAMAR PARA CURTIR O FESTIVAL JAZZ & BLUES


Há 19 anos, a charmosa e aconchegante Guaramiranga, cidade serrana do Ceará, recebe o Festival Jazz & Blues. Durante todos os dias do evento, que neste ano acontece de 10 a 13/02 em Guaramiranga, e 15 e 16/02 em Fortaleza, a programação musical alterna nomes consagrados e novidades nacionais e internacionais escolhidas a dedo. Uma arrebatadora e apaixonante celebração da boa música, que já virou a marca da história do Festival. 

Quem já experimentou o roteiro com certeza quer voltar. E quem ainda não conhece, já pode começar a arrumar as malas para conhecer e curtir uma das regiões mais encantadoras do Ceará, onde a mata verde, os pássaros e o clima agradável compõem o cenário perfeito para sediar verdadeiros espetáculos da música instrumental, do jazz e do blues. 

Neste ano, serão quatro dias de folia na serra. Um cardápio recheado de shows, ensaios abertos, oficinas e bate-papos com os cantores e instrumentistas que ambientam musicalmente a cidade durante o período carnavalesco. Já na Quarta-feira de Cinzas (14), o Festival Jazz & Bluesdesce a serra para a etapa Fortaleza. 

E vem muita gente boa por aí! Faltando apenas alguns detalhes, em breve, a programação de 2018 será divulgada. Mas só para dar uma palinha do que vai rolar, teremos do violão virtuoso de Dori Caymmi à sanfona arretada deWaldonys, passando pelo carisma de Filó Machado. 

Gostou? Corre lá e garanta sua estadia na capital nordestina do jazz e blues!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

CANÇÕES DE XICO



HISTÓRIA DE MINHAS MÚSICAS

Mais uma das quase trinta parcerias que tenho – com o maior orgulho, com Maria Dapaz. Repetiu-se a fórmula: encaminhei-lhe a letra e ela devolveu a melodia comportanto, metricamente, todo o palavreado que lhe enviara. Falo da chuva, desde o sereno até a tempestade, metaforizando algumas situações que alegram o homem do campo, o sertanejo. A versão que acompanha esta postagem é a cantada por Joquinha Gonzaga, ressaltando que a música também foi gravada por Aracílio Araújo.


TORÓ DE ALEGRIA
Maria Dapaz e Xico Bizerra

a boa nova que hoje corre na cidade 
vai chover felicidade, alegria trovejar 
eu vou vexado, botar o pote no terreiro 
aguardar o aguaceiro, começou relampejar 
o santo zé, nesse março dezenove
‘cabou o chove não chove, mandou chuva pro sertão 
muito valeu ter ‘debuiado’ o meu rosário, 
procissão com seu vigário, promessa, ‘joei’ no chão

vou me ‘moiar’ todim, todim
vou me ‘moiar’ todim, todim 
se a chuva é de felicidade 
pode chover à vontade 
toró de alegria sobre mim 
vou me ‘moiar’ todim, todim
vou me ‘moiar’ todim, todim 
meu padim vem cá me ajude
eu quero encher o meu açude 
depois me ‘moiar’ todim

não é sereno, é chuva muita, é tempestade
água em quantidade chegando prá me alegrar 
chuva de tarde, de noite, a toda hora
chuva que só vai ‘simbora’ depois de me aguar 
e todo pingo que cair será guardado, 
tem goteira no telhado, vasilha prá aparar 
é tromba d’água, promessa de sortimento
cinco mil quilo de vento pr’essa chuva ‘espaiar’

MÚSICO RUY FARIA, DO GRUPO MPB4, MORRE AOS 80 ANOS

O artista conhecido como a primeira voz da banda faleceu de falência múltipla dos órgãos


A informação foi confirmada por sua ex-mulher, Cynara Faria, em uma publicação Facebook.


Um dos fundadores do grupo musical MPB4, Ruy Faria, faleceu nesta quinta-feira (11), no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada por sua ex-esposa, Cynara Faria, em uma publicação Facebook. Ele morreu de falência múltipla dos órgãos em decorrência de uma pneumonia. O sepultamento será nesta sexta-feira (12) no cemitério São João Batista, localizado na capital fluminense. 

O artista sempre foi conhecido como a primeira voz da banda, que ficou na ativa entre os anos de 1964 e 2004. Além dele, também integravam o MPB4 os músicos Aquiles, Magro e Miltinho. "Pedimos a todos que elevem os seus pensamentos para um homem que valorizou a alegria de viver, o bom humor, a amizade e principalmente a criatividade. Vamos lembrá-lo sempre com esses requisitos que eram a sua marca", escreveu.

"As coisas de que o Ruy mais amava eram: a música, o futebol, mas antes de tudo, os seus 3 filhos". O músico estava internado desde o dia 9 de dezembro no Hospital Federal de Bonsucesso. Durante a carreira, participou da gravação de músicas como Última forma, Amigo é pra essas coisas, Olhar de cobra, Pesadelo, É preciso perdoar, Roda viva, Vira, virou, A lua, A nível de, entre outras. 


Confira a publicação:



Fonte - Diario de Pernambuco

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