PROFÍCUAS PARCERIAS

Em comemoração aos nove anos de existência, nosso espaço apresentará colunas diárias com distintos e gabaritados colaboradores. De domingo a domingo sempre um novo tema para deleite dos leitores do nosso espaço.

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SÃO PAULO - UM ESTADO DE EMOÇÕES E OUTRAS PECULIARIDADES

Livro reúne 36 anos de saudades de seu torrão natal, experiências de viagens, relatos profissionais e estórias diversas que foram somadas entre os anos de 2012 e 2015.

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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

LENDO A CANÇÃO

Por Leonardo Davino*






Um conhecido soneto de Gregório de Matos, feito "ao braço do Menino Jesus quando apareceu", começa dizendo que "O todo sem a parte não é todo, / A parte sem o todo não é parte, / Mas se a parte o faz todo, sendo parte, / Não se diga, que é parte, sendo todo". E encerra: "Não se sabendo parte deste todo, / Um braço, que lhe acharam, sendo parte, / Nos disse as partes todas deste todo".

O persuasivo poema quer certificar ao fiel que aquele braço-parte contem o significado do Menino-todo. Anotando sobre as relíquias da Igreja Católica, no texto "O corpo, a igreja e o sagrado" (História do corpo, vol 1, p. 97-98), Jacques Gélis anota que "a fragmentação do corpo santo não perturba a consciência religiosa. Esmigalhar o corpo multiplica até os benefícios da relíquia, pois cada parcela conserva a carga sacral primitiva: aqui, a parte vale pelo todo. Portanto, nada se opõe à dispersão dos restos e até seria prejudicial privar deles os outros fiéis".

Tal artifício de montar afetivamente o todo através de partes dispersadas pode ser identificado na Arte, e em especial na teoria da literatura, naquilo que Eisenstein e Chklovski chamaram de "princípio da montagem" e "procedimento da singularização", respectivamente. O primeiro, a partir do cinema e do ideograma e, o segundo, partindo da literatura de Tolstoi.

Por sua vez, se a mitologia é o estudo dos mitos, estes resistem ao tempo naquilo que seus mitemas – unidades constitutivas do mito – tem de capacidade de adaptação e reinvenção nos encontros culturais. Ou seja, o mitema é aquilo que no mito se repete, mas se adapta. Por exemplo: Iemanjá é a rainha das águas. Esse mitema pode ser detectado nos vários mitologemas (conjuntos de narrativas míticas sobre um tema) no mito Iemanjá. Deste modo, não estaremos cometendo um erro grave se dissermos que é nas (re)montagens dos mitemas – partes no mito –, e, consequentemente, na permanente singularização deste, que está o núcleo vital do mito: a tradição que se trai para continuar tradição.

Como já me referi em outro momento, segundo Verger (1981, p. 190), "Iemanjá, cujo nome deriva de Yèyé omo ejá ("Mãe cujos filhos são peixes"), é o orixá dos Egbá, uma nação iorubá estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja. As guerras entre nações iorubás levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokutá, no início do século XIX. Evidentemente, não lhes foi possível levar o rio, mas, em contrapartida, transportaram consigo os objetos sagrados e os suportes do àse da divindade. O rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Yemanjá".

Mais adiante, Verger anota que "Iemanjá é uma divindade muito popular no Brasil e em Cuba. (...) Diz-se na Bahia que há sete Iemanjás: Iemowô, que na África é a mulher de Oxalá; Iamassê, mãe de Xangô; Euá (Yewa), rio que na África corre paralelo ao rio Ògùn e que frequentemente é confundido com Iemanjá em certas lendas; Olossá, a lagoa africana na qual deságuam os rios. Iemanjá Ogunté, casada com Ogum Alagbedé. Iemanjá Assabá, ela é manca e está sempre fiando algodão. Iemanjá Assessu, muito voluntariosa e respeitável." (p. 191).

Segundo Lydia Cabrera (Iemanjá e Oxum, 2002, p. 37), "podemos imaginar Iemanjá emanada de Olocum, com seu poder e suas riquezas, mas sem as características tremebundas que o associam mais à morte do que à vida, como sua manifestação feminina – 'Iemanjá é muito maternal' – e benéfica". A autora também dá sete nomes, mitologemas, qualidades, avatares, caminhos (para se chegar) a Iemanjá, em Cuba: 1- Iemanjá Awoyó é a primogênita. Aquela que usa os trajes mais ricos e sete anáguas para guerrear e defender seus filhos. Ela vive distante no mar e repousa na lagoa; come carneiro e, quando sai a passeio, usa as jóias de Olokum e coroa-se com Oxumarê, o arco-íris; 2- Iemanjá Ogunte é azul-clara e vive nos arrecifes próximos à praia. É a guardiã de Olokum. É uma amazona temível e mulher de Ogum, deus da guerra; Ela é severa, rancorosa e violenta; 3- Iemanjá Maleleo ou Maylewo mora nos bosques, em um pequeno poço ou manancial. Assemelha-se à Oxum pela relação com as feiticeiras. Tímida e reservada incomoda-se quando se toca o rosto de sua iaô (filha) e retira-se da festa; 4- Iemanjá Asaba é perigosa e voluntariosa. Usa uma corrente de prata no tornozelo. Seu olhar é irresistível; 5- Iemanjá Konla ou Akura vive na espuma da ressaca da maré, envolta numa vestimenta de algas e lodo. Por ser navegante, vive nas hélices dos barcos; 6- Iemanjá Apara vive na água doce, na confluência de dois rios, onde encontra sua irmã Oxum. Gosta de dançar, é alegre e muito correta. Cuida dos doentes, prepara remédios; 7- Iemanjá Asesu é a mensageira de Olokum. Vive na água agitada e suja. Muito séria e trabalhadora. É muito lenta em atender seus fiéis, pois conta meticulosamente as penas do pato a ela sacrificado, e caso se engane na conta, começa de novo indefinidamente.

Para Antonio Risério (A utopia brasileira e os movimentos negros, 2007, p. 213): "Os brasileiros alcançaram realizar, ao longo dos séculos de sua existência histórica, a construção de um país ao mesmo tempo singular e plural, uno e caleidoscópico, tecendo a sua trama biossemiótica ao abrigo e à luz de uma língua portuguesa que se transfigurou, sincreticamente, para delimitar um novo espaço linguístico, o do português do Brasil".

Essa concepção de um signo uno e múltiplo, sincrético é muito bem exemplificado em Iemanjá (a grande mãe africana do Brasil), explicando, de viés, o motivo de, no Brasil, o orixá se identificar com Maria. "Porque o sincretismo não foi coisa de uma gente passiva, mas iniciativa de atores vitais de nossa história e de nossos processos culturais. (...) é mais correto pensá-lo no campo de forças ou no jogo semiótico das apropriações simbólicas", (Risério: 2007, p. 219).

É homenageando Iemanjá em suas sete mais conhecidas representações (mitemas) que o DVD Mães D’Água – Yèyé Omó Ejá (2010) reúne sete cantoras para interpretar canções que evocam e montam a Iemanjá una. Sendo força, energia, axé, Iemanjá é “montada” aqui em sua mitopoética pelas singularizações sutis lançadas nos filigramas entre versos, melodias e performances vocais.

É o caso de "Gandaia das ondas – Pedra e areia", de Lenine e Dudu Falcão. O sujeito da canção, tal e qual o sujeito de "O mar", de Dorival Caymmi, demonstra-se encantado com a beleza do mar que quebra na praia, inaugurando verdes novinhos em folha. "É bonito se ver na beira da praia / A gandaia das ondas que o barco balança / Batendo na areia, molhando os cocares dos coqueiros / Como guerreiros na dança", diz o sujeito.

Acompanhada pela Sinfônica Yèyé Omó Ejá, sob a regência do maestro Ângelo Rafael Fonseca, Luciana Mello faz o convite: "quem não viu vai ver / a onda do mar crescer". Para depois agregar os versos de domínio popular, da Ciranda de Lia de Itamaracá: "Eu tava na beira da praia / Ouvindo as pancadas das ondas do mar".

Importa destacar a referência a Dakar – "Rezo, paguei promessa / E fui a pé daqui até Dakar". Como sabemos, a capital do Senegal, na península do Cabo Verde, foi o maior centro de tráfico de escravos para a América, entre os séculos XVI e XIX. É nos versos de domínio público "Iemanjá, sai do mar / Vem buscar sua iaô / Ó santa de azul, ó santa do mar / Vem ver seus filhos, Iemanjá", que reconhecemos o sujeito da canção como um filho em estado de oração e de afirmação.

Foi Nietzsche, em Sobre a genealogia da moral e Além do bem e do mal, quem observou que, diferente da tradição domesticadora do humano da moral judaico-cristã, no mito reside a força do herói que não se deixa abater diante do destino, da moira. Em "Gandaia das ondas" o sujeito elogia a natureza ao mesmo tempo em que pede o amparo da deusa e se afirma: "Água, mágoa do mundo / Por um segundo / Achei que estava lá".

Para Vinicius de Moraes: “O negro americano, absorvido, como o negro brasileiro, pela escravatura, é originário das mesmas regiões da África que o nosso. (...) o que houve, com relação ao negro brasileiro, é que ele pôde, em terras brasileiras – e na Bahia com especialidade, conservar a força e a autenticidade dos seus mitos. O candomblé baiano é um híbrido antes bastante puro. (...) Já o negro americano sofreu o impacto do protestantismo, e os escravos tiveram que adaptar seu ritmo aos hinos religiosos protestantes que, em última instrução, resultaram nos spirituals e souls, de onde originou a forma de blues e, posteriormente, (...) no chamado ‘hot jazz’ de King Oliver, Louis Armstrong etc”. (“O negro no samba e no jazz”, em Samba falado, 2008, p. 15).

Toda feita em partes, Iemanjá se presentifica. Mimetizada na cantora, Iemanjá se fortalece fortalecendo o ouvinte que sente aconchegado no colo e útero da grande mãe, como ele, sincretizada, desterritorializada, porém, ela, ser resultado de nossa competência brasileira à tolerância, ao amálgama.


***

Gandaia das ondas - pedra e areia
(Lenine / Dudu Falcão)

É bonito se ver na beira da praia
A gandaia das ondas que o barco balança
Batendo na areia, molhando os cocares dos coqueiros
Como guerreiros na dança
Oh, quem não viu vá ver
A onda do mar crescer

Olha que brisa é essa
Que atravessa a imensidão do mar
Rezo, paguei promessa
E fui a pé daqui até Dakar

Praia, pedra e areia
Boto e sereia
Os olhos de Iemanjá
Água, mágoa do mundo
Por um segundo
Achei que estava lá

Eu tava na beira da praia
Ouvindo as pancadas das ondas do mar
Não vá, oh, morena
Morena lá
Que no mar tem areia

Iemanjá, sai do mar
Vem buscar sua iaô

Ó santa de azul, ó santa do mar
Vem ver seus filhos, Iemanjá

Odô odô odô odô odoiá



* Pesquisador de canção, ensaísta, especialista e mestre em Literatura Brasileira pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e doutor em Literatura Comparada, Leonardo também é autor do livro "Canção: a musa híbrida de Caetano Veloso" e está presente nos livros "Caetano e a filosofia", assim como também na coletânea "Muitos: outras leituras de Caetano Veloso". Além desses atributos é titular dos blogs "Lendo a canção", "Mirar e Ver", "365 Canções".

SÃO PAULO - UM ESTADO DE EMOÇÕES E OUTRAS PECULIARIDADES

Livro reúne 36 anos de saudades de seu torrão natal, experiências de viagens, relatos profissionais e estórias diversas que foram somadas entre os anos de 2012 e 2015

Por Bruno Negromonte





Em 1976, quatro anos do autor deste livro partir da capital de Pernambuco tendo por objetivo desbravar a maior cidade do país, o cantor e compositor Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes lançava "Alucinação",segundo disco de uma carreira fonográfica iniciada dois anos antes como o álbum "Mote e glosa". Tal disco, surgiu predestinado ao sucesso, pois veio recheado de canções que viria anos depois ganhar o gosto popular e que acabariam por tornarem-se imprescindíveis nas apresentações do artista cearense. Dentre canções como "A palo seco", "Velha roupa colorida" e "Apenas um rapaz latino-americano" entre outras. Está lá também a canção "Fotografia 3x4", que de cara me fez acreditar ser a trilha sonora ideal para sintetizar esta obra lançada através da Editora Pasavento e cuja a capa remeteu-me aos lancinantes (porém verdadeiros) versos da canção onde, em dado momento, o autor entoa: "Pois o que pesa no norte, pela lei da gravidade disso Newton já sabia! Cai no sul grande cidade". O ilustrador Novaes soube capitar bem o espírito da coisa ao retratar o universo que se abria diante de um nordestino que chegava a maior cidade da América do Sul e uma das maiores metrópoles do planeta para dar início a um novo contexto pessoal e profissional, onde o medo inicial aos poucos foi dando lugar a uma espécie de encanto pautado na heterogeneidade de uma cidade que em 1980 tinha quase 8 milhões e meio de habitantes (enquanto a capital do seu estado de origem contava com "apenas" 1.240.937). Tal magnetismo (assim como também o medo de encarar as possíveis agruras) presentes na nova cidade é retratada em "São Paulo nos trilhos do coração", crônica que abre a primeira parte do livro ("Crônicas líricas e de reportagens").

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Ainda neste primeiro momento, Joaquim Macedo evidencia-se muito além do desbravador de uma megalópole (contexto que pode ser evidenciado na crônica "O desafio: Como conhecer São Paulo decorando o mapa") quando apresenta distintos temas que vão desde o trágico início do processo de redemocratização do país com a morte do presidente Tancredo Neves ("Os bastidores de uma tragédia anunciada"), perpassando pelos movimentos culturais paulistas e seus espaços de resistências como nas crônicas "Lira paulistana: Movimento cultural, vanguarda de Sampa", "Lira Paulistana e Itamar Assumpção" e "Manifestação em prol do brincante reúne milhares de pessoas"; as minúcias existentes para além do tão difundido e conhecido centro da capital paulista (como as crônicas "Liberdade, bairro de passagem, o mais cosmopolita" e "Perdizes, o mais completo bairro da cidade"; a abordagem do nome de um dos ícones da política paulista e nacional Mário Covas ("Histórias de um repórter de rua: O cidadão Mário Covas") e o curioso e emocionante encontro entre o repórter Macedo e o eu ídolo de infância ("O repórter e o mito"), entre outras tantas se prendermo-nos apenas a esse primeiro momento. Ao partirmos para a segunda abordagem do livro (Parte II - Crônicas de viagens) deparamo-nos com um autor que deixa evidenciar o prazer do usufruto dos lugares onde passa como nas abordagens feita a respeito de Tatuí  em três momentos, o Guarujá, Santos, a caverna do Diabo, Campos do Jordão e a curiosa interligação entre Amsterdã, Iguapé e Pernambuco. Tudo isso com uma riqueza de detalhes peculiar sempre deixando escapar nas entrelinhas uma forte ligação com seu torrão natal ao trazer detalhes comparativos e/ou correlacionados com o seu estado natal.


Joaquim Macedo Júnior, dispensa apresentações a quem acompanha tanto o Musicaria Brasil quanto o Jornal da Besta Fubana, pois assina coluna em ambos. Pernambucano, "Quincas" (como por muitos é chamado), é jornalista formado pela PUC-SP e pós-graduando em Jornalismo Cultural pela FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas). Radicado há décadas em São Paulo o jornalista traz em seu currículo as mais distintas experiências profissionais. Ainda na PUC atuou como assessor de imprensa da instituição. Soma-se ainda a sua experiência profissional duas passagens pela Câmara Municipal de São Paulo como assessor de imprensa de dois vereadores. Como assessor de Imprensa atuou no governo do Estado de São Paulo, no Diretório Estadual do PSDB em São Paulo e na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, assim como também no Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Conta-se também a sua passagem pela Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU/SP) como gerente de Marketing Institucional e as diversas funções exercidas nas rádios paulistas. Como repórter, redator, apresentador, noticiarista, editor e produtor trabalhou em emissoras como Eldorado, Bandeirantes, Cultura, Excelsior (atual CBN) entre outras. Atualmente, é responsável pela Assessoria de Comunicação Joframa, além de prestar consultoria jornalística e atuar como revisor, escreve semanalmente (às terças) no "Jornal da Besta Fubana" assim como também aqui no "Musicaria Brasil", aos sábados, com os seus "Petiscos da Musicaria", e eventuais participações em Hangouts e outros contextos musicais presente no espaço.

Ao ler "São Paulo - Um Estado de emoções", será possível observar a partir das trintas crônicas muito bem selecionadas para este livro as mais distintas facetas do autor. Lá está presente o repórter, o turista (que não abre mão do lado repórter também), o pesquisador de minúcias, o amante da cultura popular, o ardoroso fã dos movimentos culturais e do futebol. Trata-se da história pessoal e das histórias vivenciadas e acumuladas ao longo dos anos por um nordestino que como tantos outros foi arriscar a vida em uma megalópole, mas que não abriu mão de suas origens, buscando evidenciá-las sempre que possível. Uma saudade do seu torrão natal que agora se faz impressa, e que mesmo que o tempo venha a torná-la amarela, eterniza-se a partir de efetivas e bem elaboradas linhas. Quincas fez-se capaz de nos presentear com um livro que traz consigo uma leveza peculiar, imbuída também de um contexto que não abre mão do didático, e que acaba por fazer da leitura, além de prazerosa, algo extremamente instrutivo. Dados biográficos, informações complementares sob os mais variados temas e lugares entre outras peculiaridades são encontradas em "São Paulo - Um Estado de emoções". Um excelente material que transpassa a fronteira do trivial e acaba tornando-se algo que vai para além da indicação de leitura como já se fez possível atestar a partir das oportunidades que o querido autor e amigo oportunizou a muitos a partir do lançamento, como foi o caso da noite de autógrafos no Museu Histórico Paulo Setúbal.







MPB - MÚSICA EM PRETO E BRANCO

Roberto Carlos

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

PAUTA MUSCAL: O GENIAL RADAMÉS GNATTALI

Por Laura Macedo



O genial compositor, arranjador, regente e pianista, Radamés Gnattali é um dos músicos brasileiros que transcendeu preconceitos e o tradicional distanciamento entre a música dita erudita e a música popular. Suas participações nas duas áreas o colocam como uma figura emblemática da música brasileira como um todo.



Hoje compartilho com vocês a lindíssima composição de sua autoria intitulada - “De mansinho”.

De mansinho” (Radamés Gnattali) # Radamés Gnattali [Vero] (piano). Disco Continental (16.371-A) / Matriz (2565) / Lançamento (março/1951).



É impossível ouvi-lo tocar ao vivo, mas a magia da música que sai do seu instrumento continua bem saltitante na nossa lembrança e no legado que deixou gravado em várias mídias. Que as novas gerações saibam dar importância a esse genial artista.

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Agradecimentos especiais ao jornalista, professor e pesquisador Miguel Ângelo de Azevedo (NIREZ) pela liberação do fonograma - “De mansinho”. E ao amigo Miguel Bragione pela foto do selo disco.

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Fontes:

- Áudio SouldCloud / Montagem: Laura Macedo.

- Fotomontagem: Laura Macedo.

- Foto Selo do disco: Miguel Bragioni.

- Projeto Disco de Cera/Arquivo Nirez (AQUI).

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NOITES TROPICAIS - SOLOS, IMPROVISOS E MEMÓRIAS MUSICAIS (NELSON MOTTA)*




No início do verão de 83, com o baterista Juba substituindo Lobão, a temporada de lançamento de As aventuras da Blitz, no Roxy Roller, foi triunfal, com duas sessões superlotadas por dia, uma às nove da noite e uma matinê às três da tarde para atender às massas mirins. A sensação era um falso strip-tease de Fernanda e Marcinha antes de começarem a cantar “era um biquíni de bolinha amarelinho/ Tão pequenininho mal cabia na Ana Maria/ Biquíni de bolinha amarelinho tão pequenininho/ Que na palma da mão se escondia” (versão de “Itsy Bitsy Weenie Yellow Polkadot Bikini”, dos anos 60). Mesmo com as meninas atrás de uma tela semitransparente, a garotada delirava só com as sombras das curvas. Pouco depois, Lulu Santos estourava nas rádios de todo o Brasil, não com um rock, mas com um bolero moderno, de verão, com guitarras e bongôs e o produtor Liminha grasnando como uma arara para dar “clima tropical” na introdução: o nosso “Como uma onda”, que tinha o intrigante subtítulo de “Zen-surfismo”. Assim que Lulu me mostrou a melodia senti cheiro de gol. Minha experiência no ramo me dizia “habemus hit”. Em algumas horas, escrevi a letra, misturando leituras de A arte do arqueiro zen, de Eugene Herringel, com alguns baseados e o Buda de Jorge Luís Borges, naveguei na eterna metáfora
das ondas (na citação “a vida vem em ondas como o mar”, do “Dia da criação”, de Vinícius), inspirado pelas praias cariocas no verão com seus surfistas e cocotas.

“Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia tudo passa, tudo sempre passará, a vida vem em ondas como um mar num indo e vindo infinito. Tudo que se vê não é igual ao que a gente viu há um segundo tudo muda o tempo todo no mundo não adianta fugir nem mentir pra si mesmo agora, há tanta vida lá fora, aqui dentro, sempre, como uma onda no mar.” Foi um dos maiores sucessos populares do ano, era cantada em coro pelas multidões nos auditórios de TV e nos shows, Lulu se consagrava como um nome nacional: não só entre os jovens roqueiros mas no coração do grande público. “Como uma onda” integrava o Lp Ritmo do momento, pop de primeira de cabo a rabo, com hits como “Adivinha o quê” (inicialmente proibida pela Censura, moribunda mas ainda ativa) e “Um certo alguém” (com letra de Ronaldo Bastos). Rapidamente o disco alcançou a marca dos 90 mil vendidos. Recebido entusiasticamente no underground e na cena roqueira, o Lp de Lobão não chegou a ser um sucesso popular, mesmo com grandes músicas como “Cena de cinema” (com Bernardo e Marina), “Amor de retrovisor” e “O homem-baile” e a participação de algumas das maiores estrelas de sua geração como Ritchie, Lulu Santos e metade da Blitz: o guitarrista Ricardo Barreto, o tecladista William Forghieri, o baixista Antonio Pedro e o saxofonista Zé Luiz. E Marina Lima, por quem Lobão estava apaixonado.

Marina era uma morena apaixonante, de cabelos negros e crespos e corpo esguio, com uma voz rouca e macia, cheia de estilo e graça, nova cantora de pop sofisticado lançada pela Warner. Criada em Washington e irmã do poeta e filósofo Antonio Cícero, com 22 anos Marina de biquíni jogando frescobol era uma das sensações da praia do Posto Nove, em Ipanema. Nesse tempo eu não gostava de Marina, nem pessoal nem artisticamente. Muito pelo contrário. E certamente vice-versa. Assisti ao show de lançamento do seu primeiro disco, dois anos antes, naquele mesmo Teatro Ipanema, e achei que a garota era bonita e carismática, tinha personalidade na voz e um projeto de estilo. Mas estava tão nervosa, mas tão nervosa, tão desconfortável em uma malha colante negra que a deixava como nua, que foi um sofrimento ouvi-la. Também não gostei do disco, achei confuso e pretensioso. Na praia, na noite e nas festas nossas relações sociais eram tensas e secas. Ela me parecia agressiva, arredia, esquiva. Quando saiu o seu segundo disco, Olhos felizes, com grandes arranjos de Lincoln Olivetti e um repertório muito melhor, muita gente gostou, Lulu Santos e Lobão adoraram e me recomendaram. Dei uma ouvida rápida, não tinha o menor interesse naquela garota que eu achava tão antipática. Mas quando ouvi Maria Bethânia cantando o belíssimo bolero “O lado quente do ser”, me surpreendi ao saber que era de Marina e de seu irmão Antonio Cícero.

“Eu gosto de ser mulher que mostra mais o que sente, o lado quente do ser, e canta mais docemente.” Em seguida, ela gravou o Lp Certos acordes e me mandou um, afinal eu ainda era um crítico respeitado e tinha uma coluna em O Globo. Escreveu com caneta prateada na capa: “Agora só falta você”, citando o rock de Rita Lee em desafio. Era verdade, todos os meus amigos gostavam de Marina. Quando ouvi o disco, ouvi de novo, e de novo, e fiquei ouvindo durante horas seguidas, maravilhado com os ritmos e sonoridades que ela tinha encontrado, as músicas que cantava, tanta novidade e qualidade. Uma fusão perfeita entre as complexidades harmônicas da bossa nova e os timbres elétricos do rock e da música negra americana, produzindo um pop altamente sofisticado. Um disco deslumbrante, com estilo e elegância, com graça e humor, leveza e profundidade.

Na capa em preto-e-branco, uma linda foto de Walter Firmo, meio desfocada, com Marina caminhando descalça na beira do mar, com a blusa entreaberta deixando entrever um seio moreno. Não só ocupei o espaço inteiro da coluna falando de Certos acordes e de Marina, como mandei-lhe flores gratas e entusiasmadas. Não faltava mais ninguém. Ficamos amicíssimos, trocamos confidências, falamos de música, fizemos planos, nos divertimos muito e acabei fazendo com Lulu uma música para ela. E depois outra, com Guilherme Arantes (“Marina no ar”). Marina era inteligente, amorosa e delicada, de uma grande honestidade artística, uma garota de muito estilo. Em Certos acordes, entre várias grandes músicas, uma parecia definir a própria artista, “Charme do mundo”: “Acho que o mundo faz charme e que ele sabe como encantar-me por isso sou levada, e vou, nessa magia de verdade...” Depois do “Verão do rock”, Marina gravou a romântica “Me chama”, de Lobão, com tanta emoção que a tornou um clássico instantâneo do pop brasileiro — e o primeiro sucesso popular de Lobão.

“Chove lá fora e aqui faz tanto frio, me dá vontade de saber aonde está você? me telefona, me chama, me chama, me chama...” “Bondinhos, bondinhos e mais bondinhos repletos de consumidores ávidos de música e de sexo” era o que invariavelmente o gerente Djalma reportava da estação da Praia Vermelha para o escritório no alto do Morro da Urca, nas noites de sextas e sábados. Mesmo debaixo de chuva, muita gente subia o morro para ver as novas bandas de rock brasileiro do Rio, de São Paulo e de Brasília. O Noites Cariocas não precisava de outras atrações além dos hits dançantes de Dom Pepe, da paisagem deslumbrante, da liberdade absoluta e dos matos aconchegantes: o show ao vivo era mais um extra para o público. As novas bandas de rock, mesmo desconhecidas, já encontravam esperando por elas três mil jovens pulando feito pipoca na pista e namorando a céu aberto. Gang 90, Blitz, Lulu Santos, Ritchie, Lobão, Barão Vermelho, Brilho da Cidade, todos tocaram no verão do rock no Noites Cariocas.

Mas o grande, o mais esperado e concorrido show do verão não foi de uma banda de rock, mas do rei do funk e do soul, Tim Maia. Depois de muitas negociações, Tim assinou um contrato para cantar no Noites Cariocas. Na noite do show, desde cedo, subiam bondinhos e mais bondinhos lotados de consumidores ávidos e logo a lotação estava esgotada. Nunca a casa recebeu tantos VIPs e tantos artistas: roqueiros, emepebistas e sambistas adoravam Tim Maia. Depois da meia-noite começamos a nos preocupar. Tim ainda estava em casa, na Gávea. E pelo papo, com pouca vontade de sair. Só sairia se recebesse o seu “levado”, que é como ele chamava o cachê, em grana viva. Tim não acreditava em cheques.

O produtor Nelson Ordunha, o Duda, deu um rasante na bilheteria e saiu em velocidade rumo à Gávea, com uma sacola de supermercado cheia de dinheiro. Tim abriu a porta do apartamento de calção e chinelo e o convidou para um drinque, uma fileira e um baseado. E
confessou, contando o dinheiro e rindo, que morria de medo de andar de bondinho. Para criar coragem tomou mais alguns uísques, jogou a sacola debaixo da cama e finalmente entrou no carro. No alto do morro, a galera estava inquieta, já se ouviam algumas vaias e gritos, temia-se o pior. Quando Duda finalmente chegou com Tim à estação na Praia Vermelha e respiramos aliviados, ele olhou para cima, para o bondinho balançando suavemente nos cabos, rosnou e disse: “Não entro nessa porra de jeito nenhum. Só com anestesia geral.” Durante intermináveis minutos, Duda e Djalma tentaram convencê-lo a subir. Num bondinho só para ele. Com a luz apagada. De olhos vendados. Bebendo uísque. Com uma gata lhe fazendo massagem, chupando seu pau, chicoteando-o, o que ele quisesse. Desde que subisse. Pedi para falar com ele no telefone. Implorei que subisse, em nome de nossa velha amizade. Os ânimos estavam exaltados na pista e a Banda Vitória-Régia já no palco, tocando o tema de abertura. Tim respondeu,  muito amistoso e jovial, com sua voz de trovão: “Meu amigo Nelsomotta (a única pessoa que, apesar da intimidade, só chamava os amigos pelo nome completo), eu tenho uma ideia muito melhor: em vez de eu subir, você manda o pessoal aqui pra baixo e a gente faz o show na praça.”

Soltou uma gargalhada, virou um copo de uísque puro e, empurrado por Duda e Djalma, embarcou no bondinho como um boi para o matadouro. De macacão de lamê prateado, subiu de olhos fechados e entrou no palco cantando “Vale tudo”, fez um show sensacional e a pista explodiu com seus sucessos. “Primavera”, “Gostava tanto de você”, “Réu confesso” e todos os que vinha acumulando desde 1980, quando lançou pela Warner um dos melhores discos de sua carreira: o Tim Maia Disco Club, com históricos arranjos funk-disco-samba de Lincoln Olivetti e clássicos como “Sossego”, “Acenda o farol” (“pneu furou? Acenda o farol!”) e “A fim de voltar”. Tim com a voz no seu ponto máximo de potência e precisão, vigor e maturidade, ainda com bom fôlego, ainda resistindo bem à devastação do álcool, da cocaína e da maconha, que consumia em quantidades industriais. E mais musical do que nunca. Depois desse, quando sua voz começa a declinar, ainda lançou dois discos poderosos — já por sua gravadora independente, a Vitória- Régia — com grandes hits como “Do Leme ao Pontal”, um passeio funksamba pelas praias cariocas, “Descobridor dos Sete Mares”, que se tornou um hino nas noites cariocas, e a suingada “Vale tudo”, com que abria — escancarava — os seus shows: “Vale tudo, vale o que vier, vale o que quiser, só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher. (O resto vale)” Só que em vez de cantar “nem mulher com mulher”, Tim gritava: “Nem amassar bombril!” E o público explodia de rir e de dançar. Foi em Tim Maia que Edu Lobo e Chico Buarque pensaram quando produziram um belíssimo score musical para o bale O grande circo místico, que lançou a deslumbrante “Beatriz”, cantada por Milton Nascimento. Na gravação do disco, para cantar a música “A bela e a fera”, Edu e Chico precisavam de uma voz forte e grave para interpretar o homem-fera do circo e convidaram Tim Maia. “Quando vocês falaram em besta-fera eu vi logo que ia sobrar para mim”, disse Tim soltando uma gargalhada e aceitando entusiasticamente.

No estúdio, muito simpático e cordial, recusou-se terminantemente a cantar a melodia como Edu tinha escrito, insistindo em mudar a última nota da primeira frase musical. Era uma blue note, uma nota torta, e, por mais que Edu insistisse e mostrasse no piano que a nota natural que Tim preferia não cabia no acorde, foi definitivo: “Não adianta, Edulobo, o povo não entende blue note.” E cantou como queria. Ficou uma das melhores faixas do disco. Em junho de 83, vindos de Brasília, os Paralamas do Sucesso (Herbert Vianna, Bi Ribeiro e João Barone) gravaram um compacto com “Vital e sua moto”, que começou — como todas as novas bandas de rock — tocando na Fluminense FM, autocognominada “A maldita”, e de lá se espalhou pelos ares cariocas e brasileiros. A rádio, pra lá de alternativa (emitia de Niterói), foi uma criação do radialista Luiz ntonio Mello e do ex-empresário de Os Mutantes Samuel Wainer Filho, o Samuca. A partir de março de 82, a Fluminense foi a principal plataforma de lançamento das novas bandas: tocava do Clash ao The Cure até demos caseiras, promovia concursos e shows de rock, agitava dia e noite.

Foi na “maldita” que tocaram pela primeira vez os Paralamas e a nova banda carioca Kid Abelha e os Abóboras Selvagens. Logo que se mudou para a Lapa, o Circo Voador se tornou o grande palco alternativo do nascente BRock (expressão cunhada pelo jovem jornalista Arthur Dapieve e adotada pelo influente crítico Tarik de Souza, do Jornal do Brasil), com a programação “Rock Voador”, de Maria Jucá, que resultou no Lp lançado pela Warner. Sob sua lona generosa se apresentavam bandas novas como os Paralamas e o Kid Abelha e as novas estrelas do rock, como Lulu Santos, Blitz e Lobão. No Noites Cariocas, que era muito maior, passaram a se apresentar só os roqueiros que faziam sucesso no circo. A escalada de uma nova banda de rock no Rio de Janeiro começava com a banda tocando na Fluminense FM, depois no Circo Voador e se consagrava no Noites Cariocas, se apresentando para três mil pessoas. s vezes essa trajetória era cumprida em menos de seis meses, como aconteceu com os Paralamas, com o lançamento de seu primeiro Lp, Cinema mudo, e com o Kid Abelha, com o estrondoso sucesso nacional da atrevida “Pintura íntima”: “Fazer amor de madrugada, amor com jeito de virada.” O Brasil cantou e dançou com Paula Toller, a loura vocalista do Kid Abelha e co-autora do hit com seu namorado Leoni, baixista da banda. Venderam 100 mil discos em semanas. Conheci Eduardo Dusek quando ele era pianista e ator na montagem teatral anárquica e engraçadíssima de Antonio Pedro para Desgraças de uma criança, com Marco Nanini e Marieta Severo. Louro e altíssimo, com tanta vocação para a música como para a comédia, Dusek começou a fazer sucesso a partir de sua apresentação no festival MPB-80 da TV Globo, quando divertiu o público e a crítica, de fraque e cuecão, cantando Nostradamus, sua debochada versão cabaré-do-apocalipse do fim do mundo: “Vou até a cozinha Encontro Carlota, a cozinheira, morta! diante do meu pé, Zé! eu falei, eu gritei, eu implorei: levanta, me serve um café, que o mundo acabou.”

Dusek não ganhou prêmios, mas saiu como a grande revelação do festival. Ele não era um roqueiro, musicalmente, mas era muito na atitude e no espírito libertário, com um talento especial para o humor e o escracho. Fazia uma espécie de rock-cabaré, novidade que o público adorou. Quando chegou ao Circo Voador e ao Noites Cariocas já tinha dois Lps gravados e um hit estrondoso, “Rock da cachorra”, de Léo Jaime, um jovem roqueiro goiano que estava trabalhando com os cariocas do João Penca e seus Miquinhos Amestrados, que gravaram com Dusek no Lp Cantando no banheiro: “Troque seu cachorro por uma criança pobre, sem parente, sem carinho, sem rango e sem cobre. Seja mais humano, seja menos canino, dê guarida pro cachorro, mas também dê pro menino, senão um dia desses você vai amanhecer latindo.” Mais rock — e mais Brasil — era impossível. Os Miquinhos começam a se popularizar e lançam seu primeiro Lp, uma explosão de humor, alegria e rockabilly, com o sugestivo título de Os grandes sucessos de João Penca e seus Miquinhos Amestrados. Mas foi só um pequeno sucesso, com “Telma eu não sou gay” (paródia debochada de Léo Jaime para “Tell me once again”) divertindo a juventude. No show do Noites Cariocas, os Miquinhos, Bob Gallo, Avelar Love, Cláudio, the Killer e Selvagem Big Abreu (apresentado como “o maior pau da banda”) fazem todo mundo dançar e levam os bailarinos às gargalhadas com suas grossuras e baixarias.

Rock é humor. E rock é barato. Para as gravadoras, a nova onda do rock tinha muitas vantagens, mas especialmente uma: os discos saíam baratíssimos em relação aos de MPB, com suas grandes orquestras e suas estrelas que ganhavam royalties e adiantamentos muito maiores do que a garotada, que assinava contratos por uma penca de bananas. Uma banda de rock não precisava de músicos contratados e maestros para escrever arranjos. Precisava só de horas de estúdio — muitas — e um produtor. Mas não precisava de um produtor para buscar ou encomendar músicas aos compositores. As bandas de rock compunham e tocavam seu próprio repertório, cabia ao produtor só selecionar o material e, no estúdio, dar forma ao produto final. No que Liminha, um dos maiores músicos de rock do Brasil, desde Os Mutantes, era mestre absoluto. E melhor ainda: bandas de rock eram lançadas e testadas primeiro em compactos baratos até chegarem ao Lp, formato-base da MPB. O que economizavam em custos e royalties, as gravadoras investiam em promoção e marketing. E, na onda do Plano Cruzado, comemoravam recordes de vendas. Rock é business.

Produzido por Ezequiel Neves, o melhor crítico de rock do país, o Barão Vermelho, de Cazuza, Frejat, Maurício, Guto e Dé, emplaca seu primeiro sucesso, ou quase: “Pro dia nascer feliz” explode mesmo é com a gravação de Ney Matogrosso, que vivia um caso amoroso com Cazuza e era uma das grandes estrelas pop do momento, com bem-sucedidas incursões no rock. A gravação do Barão é relançada em compacto e também arrebenta. Um ano antes, Cazuza (em parceria com Frejat) escreveu a belíssima “Todo amor que houver nessa vida” para o primeiro disco do Barão e chamou atenção para seu talento de letrista. A música não chegou a ser um grande sucesso popular mas ganhou o Prêmio Sharp — e também apareceu em vários jornais e revistas — como “melhor do ano”. E mais: Caetano cantou “Todo amor que houver nessa vida” em seu show no Canecão. “Ser teu pão, ser tua comida, todo amor que houver nessa vida e algum trocado pra dar garantia.

E ser artista no nosso convívio pelo inferno e céu de todo dia pra poesia que a gente não vive transformar o tédio em melodia...” Caetano me conta que há uma banda punk na Bahia divertidíssima, que esculhamba com Caymmi, João Gilberto, Gil, Moraes, Pepeu e ele mesmo, Caetano. Os jornais se recusam a imprimir o nome da banda e do espetáculo: no Circo Relâmpago de Salvador, o Camisa-de-Vênus arrebenta com seu primeiro show, “Ejaculação precoce”. João Gilberto, surpresa das surpresas, grava, do seu jeito cool e bossa nova, “Me chama”, de Lobão, para a trilha sonora de uma novela da Globo. É o primeiro grande nome da música brasileira a gravar um roqueiro dos anos 80. As novas bandas ainda são vistas com desprezo e desconfiança por boa parte da MPB, que ironiza a ignorância política dos roqueiros, debocha das músicas em três acordes, tocadas por músicos que não sabem tocar e cantadas por cantores que não sabem cantar, para um público que não sabe ouvir. Mas as jovens massas estão adorando, a abertura política está ajudando e o afrouxamento da Censura permite letras cada vez mais agressivas, que expressam melhor o ânimo atual e a eterna ânsia de liberdade e irreverência da juventude. Pela primeira vez, desde o início da Jovem Guarda, com Roberto e Erasmo, o Rock Brasil está em movimento. Agressivo, grosso e pesado, alegre, dançante e melodioso, o rock é o ritmo do momento. Mas sucesso mesmo é Roberto Carlos, muito romântico, com o Brasil inteiro cantando a sua nova música com Erasmo, um clássico instantâneo: “Quando eu estou aqui eu vivo este momento lindo...” Roberto Carlos canta “Emoções”, a massa que se amassa dentro do ginásio em Vitória enlouquece.

Acompanhado pelo público em coro e por uma grande orquestra de cordas e metais, regida por Eduardo Lages, com um arrebatador arranjo sinatreano, Roberto cumpre triunfalmente mais uma etapa de sua turnê nacional “Emoções”. Como um popstar internacional, o “Rei” viaja num Boeing privado, todo pintado de azul e branco, com grande comitiva, a mulher Miriam Rios, a mãe, dona Laura, de óculos gatinho, muito simpática e jovial, os 20 músicos e a equipe técnica, todo o equipamento de som e luz, seguranças e assistentes. São tantas emoções nessa vida musical. Uma delas é ser convidado por Roberto Carlos para viajar com ele e assistir às duas últimas etapas da turnê, em Vitória, e na sua pequena Cachoeiro de Itapemirim, onde tudo começou. No ginásio de Vitória, o povo ainda aplaudia delirantemente e Roberto já estava longe, a caminho do hotel. Pouco depois de entrar no meu quarto, o telefone tocou e ouvi a voz inconfundível, falando baixinho: “Oi bicho, é o Roberto (como se fosse possível confundir).


* A presente obra é disponibilizada por nossa equipe , com o objetivo de oferecer conteúdo para uso parcial em pesquisas e estudos acadêmicos, bem como o simples teste da qualidade da obra, com o fim exclusivo de compra futura. É expressamente proibida e totalmente repudiável a venda, aluguel, ou quaisquer uso comercial do presente conteúdo.

PROGRAMA SESC INSTRUMENTAL

domingo, 4 de dezembro de 2016

HISTÓRIAS E ESTÓRIAS DA MPB

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Ainda abordando o início da carreira do cantor, instrumentista e compositor Guilherme de Brito, a sua persistência existia na mesma proporção de sua falta de sorte. Após inúmeras tentativas para que uma de suas composições chegasse a ser gravada o pobre pretendente a compositor já não via mais esperanças de que suas canções ganharia algum dia o registro na voz de alguém. Seu sucesso restringia-se apenas às interpretações de sua canções, nunca um registro. Vários cantores cantavam suas músicas, mas na hora de gravar tais intérpretes sempre priorizavam os notórios compositores existentes na época. Todo este contexto acabou por convencer Guilherme de Brito que a sua pretensa carreira como compositor não havia vingado e o melhor a fazer era desistir dessa ideia e continuar em sua função nas casas Edison. Até que um dia, após reencontrar um velho amigo que havia retornado do Mato Grosso, ouviu uma canção de sua autoria cantada por este amigo (música esta que nem recordava mais, mas que achou tão interessante que suscitou novamente o seu desejo de arriscar a sorte como autor). Nesta nova investida rumo a carreira de compositor mostrou a composição "Meu dilema" ao seu concunhado Vaguinho, que acompanhava o cantor Augusto Calheiros cantava na rádio Roquete Pinto. O concunhado o levou para à rádio e lá Guilherme tocou a valsa para o cantor e ele me prometeu que gravaria. Empolgado o compositor retomou a ideia de compor e fez mais algumas valsas para mostrar ao cantor, e para a sua surpresa, cada valsa apresentada empolgava o intérprete ao ponto de parecer inevitável que pelo menos uma daquelas iria não apenas fazer parte do repertório do artista, mas também de sua discografia. Um dia, para surpresa e alegria do compositor Guilherme de Brito,  Augusto entra em contato: “Guilherme, passa lá na Todamérica pra assinar o contrato que eu vou gravar tua valsa.” 

A respeito dessa ligação há um fato interessante. Após a notícia que iria gravar sua música, Augusto Calheiros disse a Guilherme: “Mas tem uma coisa que eu vou te dizer: você nasceu com o cu pra lua.” Questionada por qual razão o cantor explicou. O produtor do disco era o músico Antônio Almeida, que havia pedido ao próprio Augusto que escolhesse as músicas. De cara ele apresentou "Meu Dilema", mas faltava o lado B. Aí para a escolha desta segunda canção o cantor começou a cantar várias músicas e o Antônio Almeida achou todas fracas. Quando ele não tinha mais nada pra cantar, cantou “Audiência Divina”, outra valsa de autoria de Guilherme, e ela foi escolhida pra compor o disco. Ao invés de uma, o pretenso autor teria duas canções gravadas de uma só vez por um único intérprete (feito raro para a época). Finalmente a sua carreira de compositor estava começando a desleixar após inúmeras tentativas. Finalmente alguém iria sair sobrepor a interpretação e iria gravar uma canção de sua autoria. Finalmente alguém iria se dispor a um registro de sua autoria, após inúmeras frustadas tentativas. Finalmente ele estava retomando um velho sonho que havia adormecido em seu campo de desejos não realizados e voltou a escrever canções. Finalmente a sua carreira como compositor profissional estava dando o seu primeiro passo rumo aos clássicos da música popular brasileira como viria a acontecer anos depois e o pretenso artista nem se dava conta. Finalmente havia acontecido o primeiro registros fonográfico de uma canção de sua autoria e estava dado o primeiro passo para outros grandes nomes da música pudesse a vir gravá-lo também como viria a acontecer e é do conhecimento de todos. 

SR. BRASIL - ROLANDO BOLDRIN

PROGRAME-SE


sábado, 3 de dezembro de 2016

PETISCOS DA MUSICARIA: MOMENTOS MÁGICOS – PERUÍBE – VOO PANORÂMICO SOBRE A JUREIA – III



Por Joaquim Macedo Junior


O Costão: praia onde termina Peruíbe, que recomeça da Jureia


Homenagem a Brother – (in memorian)

Bem, a noite foi até mais tarde. Uns ficaram pela madrugada. Outros aguardaram o sol nascer.

A farra e as emoções do casório de Peruíbe foram uma overdose de alegria e curtição. A felicidade estampada em todos. Uns por casar, outros por participar, ainda alguns pelo privilégio de ter visto aquilo pela primeira vez.

A Ruth Eppinger Henrique, nossa colega de rede social, mora atualmente em Peruíbe e afirma que lembra-se daquele casório na praia e que, de fato, depois dali muita apareceu querendo casar-se em cerimônia na beira da praia, pois ouvira falar etc. Diz a Ruth que o hábito se mantém, em menor intensidade, até hoje.

É bom uma testemunha ocular depois de um tempo passado, pois o contador de história costuma aumentar um ponto, mesmo que não esteja contando um conto.

Fato é que o casamento, com as águas espumantes batendo nos descalços, a brisa forte do mar, o balouçar dos coqueiros, e a música constante, mas não estridente, fizeram que esticássemos o tempo até a linha do horizonte.

Quem precisasse de um tira-ressaca instantâneo que fosse ao Costão (foto acima), praia desnuda, protegida pelos primeiros barrancos da Jureia e disposta ao massageio e as destemperanças estomacais dos que mais se excederam no álcool. Quem não ia para o Costão, uma caminhada terapêutica, tomava o banho de mar ali mesmo no trecho da barraca 34.

Num casamentão como este, embora de rito alternativo, também pedia uma bela feijoada – ninguém melhor que tia Silvia para fazê-la, quitutes, sobremesas, música e brincadeiras de felicidade – como jogar água no outro com mangueira (esguicho) só para zonar. Ah naquela época ainda não estávamos com a crise hídrica manifestada. Possivelmente, também contribuímos para a escassez atual.

Caravan(*) prefixo OGE (Oscar, Golf, Eco), equipamento ave de trabalho de Rick, amigo de longa data, e comandante de linhas aéreas


Era domingo 26 de janeiro de 1995. Nós ainda tínhamos quase uma semana para o término das férias.

No casamento, para cumprir com alguns procedimentos de praxe, chamamos, dedo, nossos padrinhos de casamento: era um casal super importante para a gente, por amizade, afinidade, carinho e outras identidades. Juntamos Rick, Ricardo de Carvalho Ferreira Junior – comandante de linhas aéreas – e Fathia Gouveia, prima da Eva, pessoa com quem me identifiquei imediatamente e que sempre foi uma figura diferenciada pelo desprendimento, bom-humor e a praticidade judaica.

Formaram um casal de padrinhos perfeito. A curiosidade é que Rick, esse meu amigo piloto fora para o casamento pilotando um avião. Se fôssemos de classes abastadas, com poder ou conexões em altos escalões, poderíamos entender o veículo de deslocamento de Rick como normal. Mas, não. Éramos todos classe média, remediada. Ele, excelente profissional, vocacionado para aquilo e tendo voltado sua vida toda para a arte de voar, naquele momento ainda estava em frilas e trabalhos avulsos, antes de se tornar comandante da TAM.

Pois bem. Aquela chegada em grande estilo de nosso amigo comandante foi motivo de badalação, mas logo depois tomou forma de fato consumado, quando todos começaram a pensar na ideia de que ele fora pelos ares de São Paulo a Itanhaém não para se “amostrar”, como dizemos no Recife, mas para nos oferecer de presente de casamento um sobrevoo na região.

Os escolhidos (sim, porque houve até sorteio): Rick – sem o qual não sairíamos do chão-; eu, que sentei no lugar do copiloto; Lulo, Silvia, Marcio, Marta, Eva, Macedo, Jorge, Elen e Dani Levy.


Sim, havia alguma coisa no ar, além das nuvens e passarinhos. Rick realmente fizera aquele voo para nos agraciar com uma das mais belas viagens aéreas, sobrevoando o santuário da Jureia. Fora premeditado. Melhor assim, pois aqueles que ainda tinham viajado pelos ares não viveriam enjoos antes do tempo. Só em velocidade de cruzeiro (não vou dedar). Ah, a única intercorrência foi que o comandante descobriu que estava com pouco combustível para executarmos o voo desejado. Por isso, foi necessário voltar a Congonhas para reabastecer. Foi todo mundo, pois de lá seguiríamos para a Jureia. Na sala de espera de passageiros de aviões executivos, alguns engravatados e senhoras de elegância casual se entreolhavam perguntando de onde vem essa tribo. Afinal, a última coisa que estávamos preocupados era com a aparência. Tinha neguinho de bermuda, sem camiseta, descalços e até exóticos com flores no cabelo, resultado das festas do dia anterior. Ficaram horrorizados os vips…


Final de Congonhas: foto tirada das costas do co-piloto


Não é uma distância do outro mundo, esta que fizemos. Poucos sabemos que, na verdade, os municípios de São Paulo, capital, e Itanhaém, na Baixada Santista, fazem fronteira.


Vejam o Sul da capital e o município de Itannhaém são contíguos


Comandante Rick e passageiros: à frente Leon; atrás, de óculos Eva.


Experimentado piloto, brevetado no Aeroclube do Recife, no Encanta Moça. Ricardo Ferreira Junior, fez todos os cursos – incluindo o do EAPAC – na profissão até atingir a condição de comandante da TAM. Aperfeiçoou-se ne Focker, na Holanda, e na Airbus, na França.

Seu estilo de voar é extremamente suave, garantindo tranquilidade e conforto aos passageiros, embora faça curvas leves para inclinar a aeronave de acordo com as melhores possibilidades visuais. Arrojado, não se nega a fazer ‘looping’, ‘reversement’, quando está sozinho ou com amigos de profissão. Sua fonia internacional é considerada perfeita.


Vista da Jureia: uma das duas principais
Unidades de Conservação do estado de São Paulo Jureia


A Estação Ecológica de Jureia-Itatins é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, localizada no litoral Sul paulista, com o território distribuído pelos municípios de Iguape, Miracatu, Itariri, Pedro de Toledo e Peruíbe. Na linguagem tupi-guarani, Jureia significa ‘ponto saliente’ (promontório) e Itatins, ‘nariz de pedra’ (rochosa)




Vista da parte baixa da Cachoeira do Perequê, dentro
da Estação Ecológica de Juréia-Itatins – Peruíbe/SP.


(*) Na década de 1980 o fabricante norte-americano Cessna passou a disponibilizar a versão alongada da mesma linha de aviões, chamada Cessna 208B Grand Caravan, um derivado com espaço interno aumentado e melhorado para transportar até nove passageiros em viagens interestaduais e intermunicipais.

O Cessna 208B Grand Caravan, com fuselagem alongada, e o seu irmão menor Cessna 208A Caravan, podem ser equipados com bagageiro externo fixado na parte de baixo da fuselagem da aeronave, solução adotada também em outros modelos de aeronaves com motorização turboélice de outros fabricantes, como, por exemplo, os bimotores Jetstream 31 e Jetstream Super 31 da British Aerospace.

O resultado final foi satisfatório para os clientes na década de 1980, com reflexos imediatos no volume de vendas, com mais de 1.400 unidades de Caravan e Grand Caravan negociadas até hoje, um grande sucesso de vendas que é a prova definitiva de uma nova tendência no mercado mundial de aeronaves, muito favorável aos monomotores turboélice.

DOCUMENTÁRIO GUILHERME DE BRITO



CURIOSIDADES DA MPB

Foi na Rua Visconde de Itaúna, próximo à Praça Onze, que nasceu o samba. Uma roda de amigos improvisava versos na casa de uma das moradoras do morro, a tia Ciata (Hilária Batista de Almeida). Em 6 de agosto de 1916, o grupo criou o samba carnavalesco O Roceiro, que caiu no gosto do povo. Donga, um dos participantes, resolveu registrar a canção em seu nome, com o título de Pelo telefone. Quando ela foi gravada, em 1917, os outros integrantes do grupo - Germano Lopes da Silva, Hilário Jovino Ferreira, João da Mata, Sinhô e tia Ciata - reivindicaram direitos pela composição. Donga contestou essa versão.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

CANÇÕES DE XICO


HISTÓRIA DE MINHAS MÚSICAS – 50



ESTRELA

Do meu disco infantil FORROBOXOTE 7 – SER TÃO CRIANÇA, recentemente reeditado. Este trabalho me gratificou com mais de uma dúzia de homenagens em escolas do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes, que o utilizaram como tema dos festejos juninos a partir de 2009. Tive notícias de que foi também adotado pela Secretaria de Educação do Estado, nas escolas da região metropolitana, como instrumento pedagógico – pelo ludismo da poesia, e de iniciação à cultura, pelo regionalismo das canções– xotes, baiões, xaxados e arrasta-pés. Registrada na bela voz de Cristiane Quintas. Se a alguém interessar, o disco está a venda em meu site Forroboxote.


ESTRELA
Xico Bizerra e Roberto Cruz

luzinha que apaga e acende 
brincando de ser pirilampo 
estrela tão incandescente 
alumia a cidade e o campo

a estrela é vizinha da lua 
brinca com a nuvem branquinha 
clareia a calçada e a rua 
vai dormir de manhazinha

acorda o céu no meio da noite, vem sonhar 
estrela cadente ilumina a gente, vem brilhar

SILAS DE OLIVEIRA, 100 ANOS

PROGRAMA ENSAIO

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

GRAMOPHONE DO HORTÊNCIO

Por Luciano Hortêncio*


"O amigo Luciano completa o único disco-solo de Henrique de Melo Moraes, lançado por volta de novembro de 1931, apresentando esta canção que saiu no lado B, matriz 131214. Confira também aqui o lado A, "Un peau d'amour (Num galho de acácias)"" (Samuel Machado Filho)


Canção: Velho solar

Composição: André Filho

Intérprete - Henrique de Melo Moraes

Ano - 1931

Disco Parlophon - 13.357



* Luciano Hortêncio é titular de um canal homônimo ao seu nome no Youtube onde estão mais de 10.000 pessoas inscritas. O mesmo é alimentado constantemente por vídeos musicais de excelente qualidade sem fins lucrativos).

JOÃO DA BAIANA E O SAMBA

Saiba um pouco da história do sambista João da Baiana


Por Oswaldo Faustino



Diga aí, rapidinho, um instrumento que te faz lembrar o samba. Se você disse pandeiro, sem dúvida, é quase impossível dissociar este instrumento da manifestação cultural maior do nosso povo. Mas sabia que o pandeiro nem sempre foi parte dos instrumentos do samba? Pois é, esse remanescente de antigos instrumentos musicais das culturas asiáticas, européias e africanas e que aqui chegou pelas mãos dos portugueses, só caiu no samba graças a João da Baiana.

Ele próprio, conhecido por fazer o ritmo nas rodas de samba do início do século XX, raspando uma faca num prato. Neto de escravizados, João Machado Guedes, nasceu um ano menos quatro dias , antes de a Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. Era o 12º filho de Perciliana Maria Constança, a Tia Perciliana de Santo Amaro, uma das famosas baianas mães de santo (iyalorixás) da Cidade Nova, na convergência entre o centro e a zona norte, no Rio de Janeiro. 

Único carioca dos irmãos, todos baianos, João aprendeu logo cedo o que era viver clandestino para poder fazer samba e os rituais do Candomblé, ambos proibidos e reprimidos severamente pela polícia.A história de sambista e compositor de João da Baiana que teve sua corima Ke-ke-ré-ke-ké gravada em 1940 pelo maestro Leopold Stokowski, que recolhia música brasileira para ser estudada nos Estados Unidos já vimos aqui em nossa seção Gingas do Brasil, assinada e ilustrada pelo talentoso Leandro Valquer.

Em momentos nostálgicos, porém, penso no João que, trabalhando de fiscal no Cais do Porto, recusou o convite para integrar Os Oito Batutas, de Pixinguinha, para a turnê em Paris. Oportunidade que jamais se repetiu. Penso no João artista plástico, criando telas inspiradas nos antigos carnavais e nos folguedos populares, que só existiam em suas memórias. No João recolhido à Casa dos Artistas, em Jacarepaguá, onde morreu dois anos depois, em 1974. E no João que raspava a faca no prato e que botou o pandeiro pra sambar.


CALENDÁRIO MUSICAL - DEZEMBRO

Dia 01 - Nasce em Serraria (PB) o cantor e compositor Valdemar Farias, popularmente conhecido por Roberto Luna (1929).
O flautista Patápio Silva é contemplado com a medalha de ouro do Instituto Nacional de Música, prêmio até então nunca conferido a um negro (1901).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Otto Henrique Trepte - o Casquinha da Portela, integrante da Velha Guarda da Portela, parceiro de Candeia, autor de vários sambas de sucesso como: "Recado", "Sinal Aberto", "Preta Aloirada" (1922).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Vasilíki Purchio, popularmente conhecida por Neusa Maria (1928).
Nasce em Duque de Caxias (RJ) o instrumentista João Bosco Cândido da Costa, o João Bosco, integrante do grupo Nosso Canto (1967).
Nasce em Ribeirão Preto (SP) a cantora e a compositora Bia Mestrinér (1956).
Nasce em Vitória de Santo Antão (PE) o compositor Nestor de Holanda Cavalcanti Neto , o Nestor de Holanda (1921).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Antônio de Pádua Vieira da Costa, o Luís Antônio (1996).
Nasce em Serra Talhada (PE) o cantor Gonzaga Leal.

Dia 02 - Dia Nacional do Samba.
Nasce em Belo Horizonte (MG) o instrumentista Miguel Nunes de Queiroz, o Miguel Queiroz, integrante do grupo Mambembe (1956).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o cantor, instrumentista e compositor Antônio Maurício Horta de Melo, o Toninho Horta (1948).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Oswaldo Nunes (1930).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o letrista, jornalista e poeta Francisco de Paula Brito, o Paula Brito (1809).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o letrista José da Rocha Piedade, o J. Piedade (1978).
Nasce em Jaboticabal (SP) a cantora e atriz Conceição Joana da Fonseca Gomes, a Nhá Barbina (1915).
Morre em Caçapava (SP) o instrumentista, arranjador e compositor Adilio Silveira de Aquino, o Silveirinha (1999).
Nasce em Bom Jardim (PE) o instrumentista e compositor Levino Ferreira da Silva, o Levino Ferreira (1890).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o ator, cantor e compositor Luís Claudio Ferreira da Costa, o Lucca Ferreira (1969).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Otávio Coelho Fialho, o Tavinho Fialho (1960).
Nasce em Santo André (SP) o compositor, arranjador e multi-instrumentista Leonardo Rugero Peres, o Léo Rugero (1971).
Nasce em São Paulo (SP) o compositor, professor , arranjador e instrumentista Marcos Borelli (1965).
Morre em Marechal Deodoro (AL) o pianista e compositor Misael Domingues da Silva, o Misael Domingues (1932).
Nasce em Guaxupé (MG) a cantora Márcia Soraia Tauil Braga Zamarian, a Márcia Tauil (1968).
Morre no Recife (PE) o instrumentista, arranjador, compositor, produtor musical e professor de música Willians Costa Pereira, o Willians Pereira (2007).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o arranjador e instrumentista Eloi Vicente Quartarone Teixeira, o Eloi Vicente (1948).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o arranjador, escritor, compositor e instrumentista Henrique Leal Cazes, o Henrique Cazes (1959).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor José da Rocha Piedade, o J. Piedade (1978).
Nasce em Boêmia (República Tcheca) o empresário e responsável pelo início da história da música popular brasileira gravada Frederico Figner, o Fred Figner (1866).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e ator Carlos Alberto Muniz de Oliveira e Silva, o Karlo Muniz (1947).

Dia 03 - Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista e integrante do grupo Titãs Marcelo Fromer (1961).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico e compositor Wagner de Aguiar Cardoso, o Wagner Aguiar (1963).
Nasce no Recife (PE) o compositor Luiz Alves Ferreira Filho, o Luiz Ferreira (1906).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o regente, arranjador, compositor e trompetista Francisco Duarte, o maestro Chiquinho (1907).
Morre em São Paulo (SP) o cantor e compositor Luís Carlos Paraná (1970).
Nasce em Salvador (BA) o cantor, compositor, regente e instrumentista Antônio Carlos dos Santos Pereira, o Tom da Bahia (1947).
Nasce em Porto Alegre (RS) o compositor Otávio Dutra (1884).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e ator Sérvulo Augusto Vieira Gonçalves, o Sérvulo Augusto (1955).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor David Trompowsky, o David de Castro (1937).
Nasce em Recife (PE) o compositor, letrista e regente Sofonias Galvão Dornelas Pessoa, o Sofonias Dornelas (1870).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o baterista Cláudio Infante Vieira, o Cláudio Infante (1963).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Araci Cortes Costa de Almeida, a Araci Costa (1932).
Nasce em Cruzeiro (SP) a cantora Maria Ignez Senne Costa, a Maricene Costa (1938).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o arranjador, pianista e compositor Cristovão da Silva Bastos Filho, o Cristovão Bastos (1946).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o jornalista e crítico musical Arthur Henrique Motta Dapieve, o Arthur Dapieve (1963).
Nasce em Itaúna (MG) o cantor, compositor e instrumentista José Roberto Corrêa Ribeiro, o Zebeto Corrêa (1960).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador e produtor José Santa Roza Torres Barbosa, o José Santa Roza (2009).

Dia 04 - Morre em Porto Alegre (RS) o músico, cantor e compositor gaúcho Vítor Mateus Teixeira, mais conhecido como Teixeirinha (1985).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Paulo Barbosa (1955).
Morre em Porto Alegre (RS) o cantor e compositor Leovegildo José de Freitas, mais conhecido por Gildo de Freitas (1982).
Nasce em Porto Alegre (RS) o cantor, compositor e violonista Jorge Moacir da Silva, o Bedeu (1946).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora, compositora e instrumentista Mayra Corrêa Aygadoux, popularmente conhecida por Maria Gadú (1986).
Nasce em Niterói (RJ) o instrumentista Júlio César Silva Erthal, o Júlio Erthal (1976).
Nasce em Caxambú (MG) a cantora e compositora Maria Aparecida Martins, a Aparecida (1939).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico, compositor e cantor Claudio Alves Latini, o Claudio Latini (1955).
Nasce em Petropólis (RJ) o cantor, compositor e guitarrista Francisco de Mazza Pessanha, o Chico Mazza (1974).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o oboísta e regente Alberto Lazzoli (1987). 

Dia 05 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, pianista e compositora Ângela Maria Diniz Gonçalves, mais conhecida como Ângela Rô Rô (1949).
Nasce no Espírito Santo do Pinhal (SP) o cantor Otávio Henrique de Oliveira - o Blecaute (1919).
Nasce no Carmo (RJ) o compositor, músico, cantor e arranjador Egberto Gismonti Amin, considerado um virtuoso da música instrumental popular, destacando-se pela sua capacidade de experimentação (1947).
Morre em São Paulo (SP) o cantor, ator e compositor Jaime Fomm Garcia Redondo, o Jaime Redondo (1952).
Nasce em Colatina (ES) o instrumentista e compositor Carlos Câncio Poyares, o Carlos Poyares (1928).
Morre em São Paulo (SP) o compositor e maestro Afonso Martinez Grau, o Martinez Grau (1963).
Nasce em Monte Alto (SP) o cantor e compositor Antônio Campanha, o Campanha da dupla Campanha e Cuiabano (1925).
Morre em São Paulo (SP) a cantora Helena Pinto de Carvalho, a Helena de Carvalho (1937).
Nasce em Niterói (RJ) o cantor Orlando José Correia, o Orlando Correia (1928).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e luthier Eduardo Thiago Brito, o Eduardo Brito (1964).
Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista e arranjador Gilberto Gagliardi (1922).
Nasce em Petrópolis (RJ) o cantor e compositor Silvio Lima, o Silvinho (1931).
Nasce em Montes Claros (MG) a pesquisadora e professora de musicologia Martha Tupinamba de Ulhôa, a Martha Ulhôa (1953).
Nasce em Monte do Carmo (TO) o produtor, cantor e compositor Geraldo Antonio de Carvalho, o Rick (1966).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Otávio Meirelles de Magalhães Castro, o Otávio Castro (1980).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Cleide Alves da Silva, a Cleide Alves (1946).
Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista e arranjador Henrique Band Ferreira, o Henrique Band (1972).
Nasce em Massy Palaiseau (França) o saxofonista Idriss Boudrioua (1958).
Nasce em Sorocaba (SP) o cantor Sólon Hanser Sales, o Sólon Sales (1923).
Nasce em Santo Amaro da Purificação (BA) o cantor Manuel Pedro dos Santos, o Baiano (1870).
Nasce na França o cantor, compositor, arranjador e instrumentista Alain Pierre Ribeiro de Magalhães, o Alain Pierre (1954).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e instrumentista Sérgio Procópio da Silva, o Serginho Procópio (1967).
Nasce em São Carlos (SP) o compositor, arranjador e instrumentista Sérgio Paulo de Andrade Pereira, o Sérgio Pereira (1974).

Dia 06 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Jorge de Oliveira Veiga, o Jorge Veiga (1910).
Morre em São Luís (MA), de acidente vascular cerebral, aos 63 anos, o compositor João Batista do Vale - João do Vale (1996).
Nasce em Avaí (SP) o instrumentista Omar Izaq (1933).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Emílio Vitalino Santiago, o Emílio Santiago (1946).
Nasce em Santo Antônio de Jesus (BA) o folclorista e musicólogo Renato Almeida (1895).
Nasce em Varginha (MG) a pesquisadora e folclorista Oneyda Paolielo de Alvarenga, a Oneyda Alvarenga (1911).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, compositora e pesquisadora Glorinha Caldas (1937).
Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista Rodolfo Cardoso de Oliveira, o Rodolfo Cardoso (1955).
Nasce em São Bernardo do Campo (SP) a cantora Ana Paula Ribeiro Lopes, a Ana Paula Lopes (1979).
Nasce em São Paulo (SP) o cartunista, cantor e compositor Francisco Paulo Hespanha Caruso, o Chico Caruso (1949).


Dia 07 - Clementina de Jesus, a "Mãe Quelé", aos 63 anos pisa o palco pela primeira vez como cantora profissional, no Teatro Jovem, primeiro show da série de espetáculos "Menestrel" sob a direção de Hermínio Bello de Carvalho (1964).
Nasce em Cachoeira (BA) o compositor e instrumentista José de Souza Aragão, o Cazuzinha (1819).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, teatrólogo, compositor e jornalista Rubem dos Santos, o Rubem Confete (1936).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, instrumentista e compositor Rodrigo Maranhão (1979).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Heitor Avena de Castro (1919).
Nasce em Belém (PA) o cantor, compositor, arranjador e instrumentista Ismael de Araújo Silva Netto, o Ismael Netto (1925).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o produtor musical, instrumentista e arranjador Haroldo Goldfarb (1956).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Rosemeire Pereira Gonçalves, a Rosemary (1945).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o regente, arranjador e compositor Rogério Duprat (1932).
Nasce em Criciúma (SC) o cantor e compositor Marlon Fabrício de Oliveira, o Marlon da dupla Marlon e Maicon (1977).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, produtor, arranjador e instrumentista Francisco Saraiva da Silva, o Chico Saraiva (1973).
Morre em Belém (PA) o compositor, regente e instrumentista Manoel Luís de Paiva, o Maneco Paiva (1920).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Carlos Artur da Rocha, o Carlinhos Sideral (1931).
Nasce em Teófilo Otoni (MG) o cantor e compositor Sérgio Moreira (1954).
Nasce em C. P. Paulista (SP) o cantor, compositor e instrumentista Antonio Celso de Carvalho Galvão, o Celso Galvão (1958).
Nasce em Cachoeira (BA) o compositor e instrumentista José de Souza Aragão (1819).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e artista plástico Heitor dos Prazeres, o Heitorzinho dos prazeres (1942).
Nasce em Salvador (BA) a cantora e instrumentista Márcia Guimarães Caminha de Castro, a Márcio Castro (1978).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o DJ, escritor, jornalista e professor Luiz Fernando do Carmo de Azevedo, o Dj Dodô (1971).

Dia 08 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Alaíde Costa Silveira - Alaíde Costa (1933).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Lenita Bruno (1926).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o trompetista, compositor e regente Paulino Sacramento (1880).
Morre no no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, produtor musical, escritor e professor Dalton Vogeler Gomes, o Dalton Vogeler (2008).
Nasce em Olinda (PE) o violonista e compositor Joaquim Francisco dos Santos, o Quincas Laranjeiras (1873).
Nasce em Botelhos (MG) o cantor, compositor e humorista João Ferreira de Melo, o Barnabé (1932).
Nasce em Currais Novos (RN) a cantora e compositora Maria de Fátima Melo do Nascimento, a Fátima Mello (1954).
Nasce em São Paulo (SP) o compositor, arranjador e instrumentista Francisco Pinheiro Christino Netto, o Chico Pinheiro (1974).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, teatrólogo e jornalista João de Wilton (ou da Silva) Morgado, o João da gente (1882).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Marilza da Conceição Aparecida, a Mariúza (1943).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositor Luiza Conceição Dionizio, a Luiza Dionizio (1963).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o pianista, violinista, compositor e professor Augusto Teixeira Vasseur, o Augusto Vasseur (1969).
Morre em Nova York (EUA) o compositor, arranjador e instrumentista Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim, o Tom Jobim (1994).

Dia 09 - Nasce em Rodeiros (MG) o cantor e compositor José Geraldo Juste, popularmente conhecido por Zé Geraldo (1944).
Morre em São Paulo (SP) a cantora Alzirinha Camargo (1982).
Morre no Recife (PE) o compositor, instrumentista, pianista e regente Nelson Heráclico Alves Ferreira, o Nelson Ferreira (1976).
Nasce em São João da Boa Vista (SP) o cantor Aldimir Torres Ribeiro, popularmente conhecido por Almir Ribeiro (1958).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Francisco da Silva Fárrea Júnior, o Paquito (1915).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista José Ribamar Pereira da Silva, o Ribamar (1919).
Nasce em Salvador (BA) o cantor e compositor Ciro Mendes de Aguiar, o Ciro Aguiar (1942).
Nasce em São Paulo (SP) o regente, arranjador, pianista, vibrafonista, compositor, disc-jóquei, ator, cantor Erlon Chaves (1933).

Dia 10 - Nasce no Rio de janeiro (RJ) a cantora, violonista e compositora Cássia Rejane Eller, popularmente conhecida por Cássia Eller (1962).
Nasce no Carmo (RJ) o arranjador, instrumentista, produtor musical, compositor Egberto Amin Gismonti, o Egberto Gismonti (1947).
Morre em Fortaleza (CE) o cantor e compositor Ermenegildo Evangelista de Souza, o Catulo de Paula (1984).
Nasce em Xapuri (AC) a cantora, compositora e atriz Maria de Nazaré Pereira, a Nazaré Pereira (1940).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Alzira Camargo (1915).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Álvaro Luis Waehneldt Socci, o Álvaro Socci (1969).
Nasce em Londres (Inglaterra) a pianista Patricia de Almeida Ferreira Lopes, a Patricia Lopes (1967).
Nasce em São Paulo (SP) a cavaquinista, compositor e cantor Mário Sérgio Brochado, o Mário Sérgio (1958).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o letrista e jornalista David Nasser (1980).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Antônio Almeida (1985).
Nasce o cantor e instrumentista Edmilson Alvino, o Edmilson, integrante do grupo Travessos (1973).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Gustavo Thomás Filho, o Brasinha (1925).

Dia 11 - Nasce o sambista, cantor, compositor, bandolinista, violonista brasileiro e um dos maiores e mais importantes artistas da música no Brasil Noel de Medeiros Rosa, popularmente conhecido por Noel Rosa (1910).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o músico, compositor e caricaturista Antônio Gabriel Nássara, o Nássara (1996).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o violonista e compositor Henrique Brito (1935).
Nasce em Ilhéus (BA) o cantor e compositor José Bezerra (1929).
Nasce em São Paulo (SP) o compositor Augusto César Nastari Brunetti, o César Brunetti (1948).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pianista, arranjador, cantor e compositor Flávio Pantoja Leite, o Flávio Pantoja (1952).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Eduardo del Águila Caribé, o Dudu Caribé (1970).
Nasce em Campo do Meio (MG) o cantor e compositor Luiz de Castro (1936).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a instrumentista e compositora Carlota Marques (1957).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o ator e cantor Mário Gomes (1952).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o baterista Ivan Miguel Conti Maranhão, o Mamão (1946).
Nasce o instrumentista e compositor José Roberto Bertrami.
Nasce em Niterói (RJ) o instrumentista e compositor José Alexandre Malheiros Filho, o Alex Malheiros (1946).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o arranjador, instrumentista e compositor Marcelo de Miranda Brandão, o Marcelo Paganini (1964).

Dia 12 - Nasce em Três Pontas (MG) o arranjador, compositor, instrumentista, maestro e diretor musical Wagner Tiso Veiga, o Wagner Tiso (1945).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ), o cantor e compositor Wilson Moreira Serra - o Wilson Moreira, autor entre outros tantos sucessos de: "Gostoso Veneno", "Okolofé", "Candongueiro", "Coisa da Antiga" (1936).
Nasce em Leopoldina (MG), o cantor e compositor Osvaldo Alves Pereira - Noca da Portela, autor de inúmeros sucessos como: "Portela na Avenida", "É preciso muito amor", "Vendaval da vida", "Virada", "Mil Réis" (1932).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Marcio Montarroyos (2007).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora e compositora Maria Cristina Ozzetti, a Ná Ozzetti (1958).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Milton de Oliveira (1986).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e trombonista Cândido Pereira da Silva, o Candinho Trombone (1960).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Amado Régis (1976).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista João Pereira Filho, o Pereira Filho (1986).
Nasce no no Rio de Janeiro (RJ) o radialista, jornalista e compositor Santos Garcia Dias, o Santos Garcia (1914).
Nasce em Paraíba do Sul (RJ) o cantor e compositor Rui Maurity de Paula Afonso, o Ruy Maurity (1949).
Nasce o instrumentista Gabriel Marcondes, integrante do grupo Offline (1988).

Dia 13 - Nasce em Exu (PE), o cantor, compositor e acordeonista Luiz Gonzaga do Nascimento, o Luiz Gonzaga (1912).
Morre em São Luis (MA) o jornalista e compositor João Batista Lopes Bogea, mais conhecido por Lopes Bogea (2004).
Nasce em Guarani (PE) o produtor musical José Silas Xavier (1939).
Nasce em Ipojuca (PE) o cantor, compositor e instrumentista Fernando Manoel Correia, o Nando Cordel (1953).
Nasce em Montes Claros (MG) o violeiro, cantor e compositor José Dias Nunes, o Tião Carreiro (1934).
Nasce em Jaguarão (RS)o instrumentista, gaitista e compositor Eduardo Nadruz, o Edu da Gaita (1916).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o cantor, compositor e multi-instrumentista Edson Vander da Costa Batista, o Eduardo Costa (1979).
Nasce em São Paulo (SP) o compositor e cantor Manuel Mindlin Lafer, o Manu Lafer (1971).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor José Luis Pinto Júnior, o Luis Sacopã (1941).
Nasce em Paratini (SP) o cantor, radialista, folclorista e contista Luís Carlos Barbosa Lessa, o Barbosa Lessa (1929).
Nasce em Nova Iguaçu o cantor e compositor Roberto de Barros Lara, o Roberto Lara (1957).
Nasce em João Pessoa (PB) a escritora, cantora, instrumentista e compositora Catarina Maria de França Carneiro (1947).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o crítico, musicólogo e jornalista Lúcio do Nascimento Rangel, o Lúcio Rangel (1979).
Nasce em São Paulo (SP) o instrumentista Clayson Rangel Batista, integrante do grupo Pixote (1978).

Dia 14 - Morre em João Pessoa (PB) o multi-istrumentista, arranjador e compositor Severino Dias de Oliveira, o Sivuca (2006).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, pianista, violoncelista e professor Homero Dornelas (1901).
Morre no Recife (PE) o compositor, instrumentista, trombonista, clarinetista e flautista Félix Lins de Albuquerque, o Felinho (1980).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Neide Hor-Meyll Fraga, a Neide Fraga (1987).
Nasce em Valença (RJ) o compositor, pianista, regente, professor Agnelo Gonçalves Viana França, o Agnelo França (1875).
Morre em Altos (PI) o compositor, cantor, violonista, poeta e militar Anfrísio Rosendo Máximo, o Zil Rosendo (1966).
Nasce em Ibuguaçu (CE) a crítica musical, jornalista e produtora e diretora de shows Diana Aragão Martins (1948).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o ator e cantor Márcio da Costa Batista, o Mumuzinho (1983).

Dia 15 - Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Francisco de Paula Brito, popularmente por Paula Brito (1861).
Morre em São Paulo (SP) o compositor, regente e professor Elias Álvares Lobo (1901).

Nasce no Recife (PE) o violonista e compositor Osias Canuto Lopes Alves, o Osias Canuto (1963).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Adalgisa Maria Nogueira Machado, a Gisa Nogueira (1938). 
Nasce em Belo Horizonte (MG) o compositor, cantor, congadeiro, pesquisador, violonista e ator Maurício Tizumba (1957). 
Nasce em Belo Horizonte (MG) o compositor, instrumentista e arranjador Aécio Flávio do Rêgo, o Aécio Flávio (1940). 
Nasce o guitarrista Gustavo Costa Bezerra, o Guto Guitar, integrante da Bamda Mel (1969). 

Dia 16 - Nasce em Salvador (BA) o compositor e regente Miguel dos Anjos de Sant'Ana Torre, popularmente conhecido por Miguel Torres (1937).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Valdemar de Abreu, o Dunga (1907).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Marcus Vinícius Lessa, o Marquinhos Lessa (1957).
Morre em Itapetininga (SP) o compositor Teddy Vieira de Azevedo, o Teddy Vieira (1965).
Nasce em Cambé (PR) o compositor e instrumentista Vitor Hugo Gorni, o Vitor Gorni (1955).
Nasce em São Paulo (SP) a compositora, letrista, cantora, escritora, atriz e artista plástica Isabel Borazanian (1956).
Nasceu em Aracaju (SE) o compositor, poeta, ator, produtor, locutor e escritor Emmanuel Gama de Sousa Almeida, o Manuca Almeida (1963).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o multiinstrumentista Tiago Magalhães de Albuquerque, o Tiago Magalhães (1970).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor, concertista e arranjador Artur de Freitas Gouvêa, o Artur Gouvêa (1977).

Dia 17 - Nasce em Natal (RN) o cantor e compositor Gilliard Cordeiro Marinho, popularmente conhecido por Gilliard (1956).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora Neide Hor-Meyll Fraga, a Neide Fraga (1924).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor José Luis Segneri Oliveira, o Zé José Luis Oliveira (1957).
Morre em Maricá (RJ) a cantora Sylvia Telles (1966).
Nasce em São Paulo (SP) o violonista Antonio Carlos Barbosa Lima, o Carlos Barbosa-Lima (1944).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o percussionista Armando de Souza Marçal, o Marçalzinho (1956).
Nasce em Visconde do Rio Branco (MG) o instrumentista e compositor Célio Balona Passos, o Célio Balona (1938).
Nasce em Santos (SP) o compositor, arranjador e produtor musical, professor e pesquisador Alexandre Birkett Silvino (1963).
Nasce o cantor e compositor Marcio André de Lima Ribeiro, o Márcio Local (1976).
Nasce em Vitória (ES) o cantor e compositor Carlos Alberto Albuquerque de Oliveira, o Alberto Gino (1941).

Dia 18 - Morre no Rio de janeiro (RJ) o compositor Francisco Manuel da Silva, autor da melodia do Hino Nacional Brasileiro (1865).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor e instrumentista Osmar Leite, o Osmar do breque (1954).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Edison Ferreira, o Efson (1944).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Sergio Krakowski Costa Rego, o Sergio Krakowski (1979).
Nasce em Niterói (RJ) o baterista Márcio Villa Bahia, o Márcio Bahia (1958).
Morre no Rio de janeiro (RJ) o compositor Silvestre Davi da Silva, o Cabana (1986).
Nasce em Taubaté (SP) o instrumentista e compositor José Idelmiro Cupido, o Zé Cupido (1936).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor e compositor Ronaldo Lupovici, o Ronaldo Lupo (1913).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Francisco de Queirós Mattoso, o Francisco Mattoso (1941).
Nasce em Cajazeiras (PB) o poeta, escritor , folclorista, cantor e compositor Alfredo Ricardo do Nascimento, o Zé do Norte (1908).

Dia 19 - Nasce o compositor baiano Luis Carlos Capinam (1941).
Nasce no bairro de São Cristóvão (RJ), o compositor e violonista Manuel da Conceição Chantre - Mão de vaca (1930).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor e arranjador Robson Jorge (1993).
Morre em Teresópolis (RJ) a cantora e atriz Selma Reis (2015).
Nasce em Cuiabá (MT) o poeta Manoel Venceslau Leite de Barros, o Manoel de Barros (1916).
Nasce em Governador Valadares (MG) o cantor e compositor Adiel Marzano, da dupla Adiel Marzano e Gelson Reis (1959).
Nasce em Tiradentes (MG) o compositor e instrumentista Fausto Assunção (1892).
Nasce em Natal (RN) a cantora Roberta Varella Sá, a Roberta Sá (1980).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Sonia Maria Melo Lemos, a Sonia Lemos (1943).
Nasce em Niterói (RJ) a cantora Rita de Cassia Peixoto, a Ryta de Cássia (1954).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, compositor, arranjador e produtor João Alfredo de Castilho Neto, o João Castilho (1970).
Morre no Recife (PE)o compositor Edgar Monteiro Ferreira, o Edgar Ferreira (1995).
Nasce em Bebedouro (SP) a cantora Luiza Trevisan, popularmente conhecida por Cinderela (1930).
Nasce em Taubaté (SP) o maestro, instrumentista, trombonista, orquestrador e líder de orquestra Ivan Paulo da Silva, o Maestro Carioca (1910).
Nasce em Minas Gerais o cantor e compositor Gelson Antonio dos Reis, o Gelson Reis (1963).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista e compositor Manuel da Conceição Chantre, o Manuel da Conceição (1930).
Morre no Recife (PE) o cantor e compositor Sebastião Odilon Lopes de Albuquerque, o Sebastião Lopes (1974).

Dia 20 - Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Reinold Correia de Oliveira, mais conhecido como Nuno Roland (1975).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, letrista, cantor e produtor Antonio Pinto Ferreira, o Toninho Lemos (1947).

Morre no Rio de Janeiro (RJ) a atriz e cantora Abgail Maia (1981).
Nasce em Salvador (BA) o escritor, pesquisador de MPB, jornalista, historiador, crítico e radialista Ricardo Cravo Albin (1940)
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador e compositor Roberto Gnattali (1948).
Nasce em Macaparana (PE) o compositor, ator e radialista Rosil de Assis Cavalcanti, o Rosil Cavalcanti (1915).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e ator Dorival Silva, mais conhecido por Chocolate (1923).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador, compositor e produtor musical Guilherme Silva Brício, o Guilherme Brício (1955).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Ari Monteiro (1905).

Dia 21 - Nasce em Mataripe Candeias (BA) o compositor Geraldo Pita Santos, o Geraldo Pita (1952).
Morre no Recife (PE) o regente, compositor, instrumentista Nelson Heráclico Alves Ferreira, o Nelson Ferreira (1976).

Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Oswaldo dos Santos, o Alvaiade (1913).
Nasce o compositor,cantor e violonista Rodrigo Londero (1976).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, violonista e compositor Sílvio da Silva Júnior (1947).
Nasce em Vitória da Conquista (BA) o compositor, instrumentista e cantor Elomar Figueira Melo, o Elomar (1937).
Morre em Porto Alegre (RS) o cantor, compositor e instrumentista Flávio Basso, o Júpiter Maçã (2015).
Nasce em Santo Antônio de Pádua (RJ) o instrumentista e compositor Altamiro Aquino Carrilho, o Altamiro Carrilho (1924).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor, jongueiro e percussionista Darcy Monteiro, o Darcy do Jongo (2001).
Nasce em Marechal Deodoro (AL) o engenheiro, pianista e compositor Misael Domingues da Silva, o Misael Domingues (1857).
Nasce em Rondonópolis (MT) o cantor e instrumentista Airo Garcia Barcellos, integrante da dupla Airo e Ruan (1976).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a trompetista e cantora Renata Ribeiro Rocha, a Renata Pedroh (1976).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o músico, compositor, cordelista, cantor e capoeirista Victor Alvim Itahim Garcia, o Lobisomem Capoeira (1973).
Nasce em Uberlândia (MG) o cantor, compositor e instrumentista Lucas Cássio dos Reis Rosa, o Lucas Reis da dupla Lucas Reis e Thácio Cândido (1992).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a musicista, intérprete e compositora Claudia Maria Monteiro Conde, a Maria Claudia (1971).

Dia 22 - Morre o cantor, compositor e radialista brasileiro Henrique Foréis Domingues, popularmente conhecido por Almirante. Seu codinome na Era de Ouro do Rádio era: "a mais alta patente do Rádio" (1980).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Aurora Miranda da Cunha, a Aurora Miranda (2005).
Morre em Los Angeles (EUA) o Multiinstrumentista José do Patrocínio Oliveira, o Zé Carioca (1987).
Nasce em Porto Alegre (RS) o cantor e compositor Luiz Marenco (1964).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pianista e compositor José Ferreira Torres, o J. Ferreira Torres (1874).
Morre em Juiz de Fora (MG) o compositor, instrumentista e cantor Armando Toschi, também conhecido por Ministrinho (1996).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, jornalista, radialista e pesquisador de MPB Fernando de Castro Lobo, o Fernando Lobo (1996).
Nasce em São Luis Gonzaga (RS) o instrumentista e cantor Xirú Missioneiro (1965).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o regente, arranjador, instrumentista e compositor Orlando Silveira de Oliveira Silva, o Orlando Silveira (1993).
Nasceu em Natal (RN) a compositora e professora de piano Cândida Maria de Araújo Bezerra, a Candinha Bezerra (1943).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Klécius Pennafort Caldas, o Klécius Caldas (2002).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Don Edward (1916).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista Edgard Cavalcanti, o Barriquinha (1916).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o maestro, arranjador e pianista Edson Frederico (2011).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor João Braga Ferreira de Mendonça, o João Braga (1962).

Dia 23 - Nasce em Itapetininga (SP) o compositor Teddy Vieira de Azevedo, o Teddy Vieira (1922).
Nasce em Goiana (PE) o arranjador, instrumentista e regente José Ursicino da Silva, popularmente conhecido como Maestro Duda (1935).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, pandeirista, ator, cineasta, empresário, jornalista, e publicitário Oswaldo de Moraes Eboli, popularmente conhecido por Vadeco (2002).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Paulo Bob (1930).
Nasce em São Paulo (SP) a cantora e compositora Maria Christina Buarque de Holanda, a Cristina Buarque (1950).
Nasce em Cajurú (SP) o maestro, compositor e instrumentista Aloysio Figueiredo Cerqueira, também conhecido por Aloysio Figueiredo (1919).
Nasce em Umuarama (PR) o cantor Aparecido José Vieira, o Rodiney da dupla Rodiney e Rodivan (1970).
Nasce em Paquetá (RJ) o compositor, jornalista e empresário René Bittencourt Costa, o René Bittencourt (1910).
Morre em São Paulo (SP) o jornalista, radialista, crítico musical, pesquisador e produtor de eventos Antonio Helcio Spessoto, o Toninho Spessoto (2010).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o violonista João Paulo Baptista Rabello de Faria, o João Rabello (1981).
Morre em São Paulo (SP) o maestro, arranjador e compositor José Batista da Silva Junior, o maestro Zezinho (2010).
Nasce em Goianésia (GO) o cantor e compositor Israel Antônio Ribeiro, o Israel da dupla Israel e Rodolffo (1988).
Nasce em São Paulo (SP) o percussionista Cyro Baptista (1950).
Nasce o instrumentista Gustavo Silva Simões, o Gus do grupo Bois de Gerião (1974).

Dia 24 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora Olivia Maria Lustosa Byington, a Olivia Byington (1958).

Nasce em Augusto Severo (RN) o cantor e compositor Claudionor Batista de Oliveira, o Dozinho (1927).

Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Dora Freitas Lopes, a Dora Lopes (1983).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, regente, compositor, arranjador Eduardo Morelenbaum (1960).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, roteirista, diretor artístico, produtor, cantor e ator Carlos Alberto Ferreira Braga, o Braguinha (2006).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Djalma Mafra (1974).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, cantor e instrumentista Cláudio Lopes dos Santos, o Cláudio Camunguelo (2007).
Nasce em Natal (RN) o cantor e compositor Carlos Adriano Peres Tavares, o Adriano Peres (1972).
Nasce o cantor e instrumentista Pedro Burgos, integrante da banda Offline (1987).
Nasce em Porto Alegre (RS) o instrumentista Pancho Da Cara (1972).
Morre em Campo Grande (MS) o cantor e compositor Airo Garcia Barcellos, o Airo Barcelos (2010).

Dia 25 - Nasce em Salvador (BA) a cantora Simone Bittencourt de Oliveira, popularmente conhecida por Simone (1949).
Nasce em Montes Claros (MG) a cantora e compositora Aline Mendonça Luz, a Aline (1946).
Nasce em Cuiabá (MT) a cantora, compositora e instrumentista Lucia Helena Carvalho e Silva, a Lucina (1950).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) opoeta e compositor Hermes Floro Bartolomeu Martins de Araújo, o Hermes Fontes (1930).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a professora, pesquisadora, regente e escritora Ermelinda Azevedo Paz Zanini (1949).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o produtor musical Augusto César Nogueira de Carvalho, o Guti Carvalho (1952).
Nasce em Fortaleza (CE) o jornalista e radialista Jonas Vieira (1934).
Nasce em Recife (PE) o cantor, compositor e apresentador Luís Bandeira (1923).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor, instrumentista e partideiro Alexandre Silva de Assis, o Xande de Pilares, vocalista do grupo Revelação (1969).

Dia 26 - No ano de 1933 a rádio FM é patenteada.Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cronista e escritor Armando de Azevedo Santos, o olho de vidro (1978).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o instrumentista, arranjador e compositor Helvius Vilela Borges, popularmente conhecido por Helvius Vilela (1941).
Morre em Roma (Itália) o compositor Carlos Guinle (1956).
Nasce em Torres (RS) o cantor, compositor, teatrólogo e escritor Elonir Natal da Rosa, o Lony Rosa (1944).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o jornalista e crítico musical Tom Cardoso (1972).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Norival Carlos Teixeira, popularmente conhecido por Valzinho (1914).
Nasce em Santos (SP) o produtor musical Armando Soares Pittigiliani, o Armando Pittigiliani (1934).
Nasce em São Paulo (SP) o cantor, instrumentista e compositor Eduardo Letti, o Edu Letti (1974).
Nasce em São Luís Gonzaga (RS) o cantor, compositor, instrumentista e folclorista Noel Guarani (1941).
Nasce em Curitiba (PR) o arranjador, instrumentista e compositor Sérgio Justen de Oliveira, o Sérgio Justen (1973).

Dia 27 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o arquiteto, compositor, instrumentista, cantor e produtor musical Maurício Tapajós (1943).
Nasce em Salvador (BA) a cantora e compositora Denise Alves Pereira, mais conhecida por Denise Dalmacchio (1965).
Nasce em Lorena (SP) o professor, regente e multinstrumentista João Evangelista (1889). 
Nasce em Montreal (Canadá) o instrumentista e compositor Jean Pierre Zanella (1957). 
Nasce em Cambará (PR) a cantora e compositora Gerli Araújo Goldfarb, a Gerli Goldfarb (1950). 
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o poeta, ensaísta, compositor e escritor Antonio Carlos Ferreira de Brito, popularmente conhecido por Cacaso (1987). 
Morre em São Paulo (SP) o maestro Spartaco Rossi (1993). 
Nasce em São Luís (MA) o maestro, compositor, regente e letrista Alfredo Gentil Verdi de Carvalho, o Verdi de Carvalho (1885). 
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o teatrólogo, compositor, cantor e poeta João Cândido Ferreira, mais conhecido por De Chocolat (1956). 
Nasce em Santa Cruz do Rio Pardo (SP) o compositor, cantor, violonista, arranjador e produtor musical Vasco Ramos de Britto, o Vasco Debritto (1951). 
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Leonel Neves de Faria, o Leonel Faria (1935). 
Nasce em Itamaracá (PE) o cantor e compositor Romildo Souza Bastos, o Romildo (1941).

Dia 28 - Nasce em Maceió (AL) o baterista, percussionista e vocalista Teófilo Pereira Lima, popularmente conhecido por Téo Lima (1948).
Nasce em São Paulo (SP) o arranjador, compositor, DJ, multi-instrumentista e produtor musical Eduardo Bidlovski, o Bid (1966).

Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, pianista, violoncelista e professor Homero Dornelas (1990).
Nasce em São Paulo (SP) o músico, sonoplasta e professor de música Alexandre Branco Weffort (1962).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o publicitário, cantor, compositor e produtor musical Thomas Marco Roth, o Thomas Roth (1951).
Nasce em Goiânia (GO) a cantora Wanessa Godói Camargo Buaiz, a Wanessa Camargo (1982).
Nasce no México o musicólogo, instrumentista e professor Carlos Eduardo Azevedo e Souza, o Carlos Eduardo Castilho (1969).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o gaitista e compositor Manoel Xisto, popularmente conhecido por Fred Williams (1926).
Morre em São Paulo (SP) o cantor e compositor Waldemar Castellar de Franceschi, o Nenete da dupla sertaneja Nenete e Dorinho (1988).
Nasce em Belo Horizonte (MG) o produtor, cantor e compositor Eduardo de Toledo Guimarães, o Eduardo Toledo (1964).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pesquisador, escritor, professor, poeta e letrista Luis Fernando Barciela Vieira, o Luis Fernando Vieira (1945).
Nasce em São Francisco de Assis (RS) o poeta, compositor, cronista e pesquisador Salvador Ferrando Lamberty (1947).

Dia 29 - Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, instrumentista e compositora Cássia Rejane Eller por parada cardiorrespiratória, possivelmente decorrente de estresse. A hipótese de overdose como causa da morte, apontada inicialmente, foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro (2001).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e arquiteta Maria Clara de Salles Redig de Campos, a Clara Redig (1943).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e violonista Eduardo Braga (1963).
Nasce em Campos dos Gaoytacazes (RJ) o pesquisador, jornalista e escritor Lauro Gomes de Araujo (1940).
Nasce em Belém (PA) o cantor e compositor David Miguel (1926).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista e compositor Rubens Bastos, mais conhecido no meio musical como Rubinho Bastos (1945).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor Maximiliano Carvalho de Bulhões, o Max Bulhões (1903).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o pesquisador de música popular brasileira e ensaísta Frederico de Oliveira Coelho, o Frederico Coelho (1974).
Nasce em Salvador (BA) o cantor, compositor, ator, produtor e apresentador radiofônico Aluísio Ferreira Gomes, o Canarinho (1927).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, cantor e radialista Paulo Tapajós Gomes, popularmente conhecido como Paulinho Tapajós (1990).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) a cantora e compositora Aline Calixto (1980).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o dançarino, passista e músico Hégio Laurindo da Silva, popularmente conhecido por Delegado (1921).
Nasce em São Paulo (SP) a percussionista e baterista Simone Bento de Souza, a Simone Sou (1970).

Dia 30 - Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, produtor, compositor e narrador Aloysio de Oliveira (1914).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor, instrumentista e regente José Resende de Almeida, o J. Resende (1945).
Nasce em Natal (RN) o folclorista e escritor Luís da Câmara Cascudo (1898).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a cantora, violonista, jornalista, poetisa, rádio atriz e autora de rádio novelas Jesy de Oliveira Barbosa (1987).
Nasce em Americana (SP) Jonas Virgolino Dantas, integrante do grupo o bando de Maria (1983).
Morre em Guararema (SP) o compositor João Batista da Silva, o João Pacífico (1998).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e poeta Paulo Emílio da Costa Leite, o Paulo Emílio (1990).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor e compositor Ciro Moura de Sousa, o Ciro de Souza (1911).
Morre em Belo Horizonte (MG) o instrumentista Renato Rodrigues, mais conhecido no meio musical como Renato Andrade (2005).
Morre em Belo Horizonte (MG) o compositor e instrumentista Jonas Henrique de Jesus Moreira, o Mestre Jonas (2011).
Morre o compositor, produtor e instrumentista Carlos Alberto Piazzoli, o Piska (2011).

Dia 31 - Nasce em São Paulo (SP) a cantora, instrumentista e compositora Rita Lee Jones , a Rita Lee (1947).
Nasce no Morro da Serrinha, Madureira (RJ) Darcy Monteiro, músico profissional, compositor, percussionista, ritmista, jongueiro, criador do Grupo Bassam, nome artístico do Jongo da Serrinha (1932).
Fundação no Morro do Borel, Tijuca (RJ), do G.R.E.S. Unidos da Tijuca. Cores: azul-pavão, vermelho e ouro (1931).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) o cantor, compositor, jongueiro e percussionista Darcy Monteiro, o Darcy do Jongo (2001).
Morre no Recife (PE) o compositor e instrumentista Lourenço Fonseca Barbosa, musicalmente conhecido por Capiba (1997).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o cantor Mário da Silveira Meirelles Reis, o Mário Reis (1907).
Nasce Celso Suckow, popularmente conhecido por Bi Cosmo (1966).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista André Ciraudo Fraga Solha, o André Fraga (1975).
Morre em Olinda (PE) o compositor, pianista, regente e professor Euclides Fonseca (1929).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, arranjador e compositor João Carlos Muniz Rebouças, o João Rebouças (1957).
Morre no Rio de Janeiro (RJ) a pianista e compositora Carolina Cardoso de Menezes Cavalcanti (1999).
Nasce em Serra Negra (SP) a cantora, compositora e multi-instrumentista Maria Fernanda Dutra Clemente, conhecida musicalmente por Fernanda Porto (1965).
Nasce em Naviraí (MS) o cantor e compositor Vinícius Fernando Karlinke, da dupla João Bosco e Vinícius (1980).
Morre a cantora Antônia Maria Pavão, a Meire Pavão (2008).
Nasce no Rio de Janeiro o flautista Artur Menezes dos Santos, o Artur Virou Bode (1887).
Nasce em Jaguariaiva (PR) o cantor, compositor e palhaço Waldemar Seyssel, popularmente conhecido por palhaço Arrelia (1905).
Nasce em Mossoró (RN) o poeta e compositor Marcos Antônio de Queiroz Lucena, o Marcos Lucena (1959).
Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o instrumentista, produtor musical, educador e compositor Marcelo Salazar (1953).Nasce no Rio de Janeiro (RJ) o compositor e instrumentista Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, o Marcelo Yuka, ex integrante do grupo O Rappa (1965).
Morre o instrumentista, arranjador e regente Moacyr de Barros Filho, integrante do Quarteto JB (1994).

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